Conselho da ONU pede novo governo inclusivo no Afeganistão

Reunião foi feita após Talibã assumir controle do país asiático

Reunião foi feita após Talibã assumir controle do país asiático
Reunião foi feita após Talibã assumir controle do país asiático (foto: EPA)
16:07, 16 AgoNOVA YORK ZCC

(ANSA) - O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta segunda-feira (16) e pediu o estabelecimento, por meio de negociações, de um novo governo no Afeganistão que seja "unido, inclusivo e representativo, inclusive com a participação plena, igualitária e significativa das mulheres".

O conselho de 15 membros solicitou ainda o fim imediato das hostilidades e abusos dos direitos humanos, além de pedir que todas as partes permitam o acesso humanitário imediato, seguro e desimpedido

"Todas as partes devem respeitar suas obrigações de acordo com o Direito Internacional Humanitário em todas as circunstâncias, incluindo aquelas relacionadas à proteção de civis", diz o comunicado, ressaltando que a segurança de todos os cidadãos afegãos e internacionais deve ser garantida.

Ontem (15), cerca de duas décadas depois da invasão americana e poucos meses após o início da retirada das tropas dos Estados Unidos e da Otan do país, o grupo Talibã derrubou o governo e retornou ao poder.

Durante o período em que o Talibã assumiu o Afeganistão, entre 1996 e 2001, as mulheres não podiam trabalhar, tinham que cobrir o rosto e sempre estar acompanhadas por um parente do sexo masculino se quisessem sair de casa, enquanto que as meninas não podiam frequentar a escola.

"Estamos recebendo relatos assustadores de severas restrições aos direitos humanos em todo o país. Estou particularmente preocupado com os relatos de crescentes violações dos direitos humanos contra as mulheres e meninas do Afeganistão ", disse o secretário-geral das Nações Unidos, António Guterres.

O português pediu que a comunidade internacional se una para preservar o respeito aos direitos humanos no Afeganistão e evitar que a nação seja usada como plataforma ou porto seguro para organizações terroristas.

"Devemos falar com uma só voz para apoiar os direitos humanos no Afeganistão", disse Guterres, convidando o "Talibã e todas as partes a respeitar e proteger os direitos e as liberdades".

Segundo o diplomata, "os próximos dias serão fundamentais", principalmente porque "o mundo está de olho" e "não podemos e não devemos abandonar o povo afegão".

"Peço o fim imediato da violência, o respeito pelos direitos de todos os afegãos e o respeito do Afeganistão por todos os acordos internacionais dos quais faz parte. Neste momento, exorto seriamente todas as partes, especialmente o Talibã, a exercer a máxima contenção para proteger vidas humanas", concluiu.

Além disso, os membros do Conselho apelaram ao "fim imediato da violência, o restabelecimento da segurança, à ordem civil e constitucional e às conversações urgentes para resolver a atual crise de autoridade no país e chegar a uma solução pacífica".

Por fim, reafirmaram "a importância da luta contra o terrorismo no Afeganistão para garantir que o território não seja usado para ameaçar ou atacar qualquer país, e que nem o Talibã nem qualquer outro grupo ou indivíduo apoie os terroristas". (ANSA).

   

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