Derrota dos EUA em Cabul é oportunidade de paz, diz líder do Irã

Raisi destacou que 'fará todos os esforços' diplomáticos

Raisi afirmou que governo 'fará todo o possível' para o processo de paz no Afeganistão
Raisi afirmou que governo 'fará todo o possível' para o processo de paz no Afeganistão (foto: EPA)
13:29, 16 AgoTEERÃ ZGT

(ANSA) - O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, comentou nesta segunda-feira (16) a vitória do Talibã no Afeganistão ao conquistar Cabul e disse que a saída forçada e antecipada dos Estados Unidos é uma oportunidade de paz para a região.

"A derrota do exército dos Estados Unidos e a sua retirada do Afeganistão devem ser usadas como uma oportunidade para retomar a paz e a segurança do país de maneira definitiva", disse Raisi, segundo a agência local Fars, na cerimônia que marcou a despedida do atual ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, do governo. Hossein Amir-Abdollahian assume o cargo.

Segundo o recém-empossado mandatário, "Teerã fará todos os esforços para garantir a estabilidade no Afeganistão, que hoje representa uma prioridade" para o governo. O presidente ressaltou que "como uma nação vizinha e fraterna", o Irã vai convidar todos os grupos afegãos a "fazer o possível para atingir um compromisso nacional".

"Vamos monitorar o desenvolvimento e o Irã continua empenhado em relações de boa vizinhança com o Afeganistão", concluiu.

O Irã já estava em conversas tanto com o governo civil de Ashraf Ghani, que fugiu de Cabul para um local desconhecido, como com os extremistas para tentar encontrar uma solução "pacífica" para o governo.

Os Estados Unidos previam retirar todas as suas tropas do território afegão até o dia 31 de agosto, mas com o rápido avanço do grupo extremista desde o dia 7 de agosto e a tomada de Cabul neste domingo (15), Washington decidiu evacuar os milhares de cidadãos, diplomatas e militares o mais rápido possível.

Com isso, o poder volta para as mãos do Talibã depois de 20 anos. Era o grupo fundamentalista quem geria o governo quando os EUA invadiram o país, com o apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em 2001. (ANSA).
   

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