EUA voltam a passar de mil mortes por Covid em 24h

País enfrenta vacinação lenta, mas anuncia 3ª dose para setembro

Baixa adesão à vacinação em alguns estados ajudam a espalhar casos de Covid-19
Baixa adesão à vacinação em alguns estados ajudam a espalhar casos de Covid-19 (foto: EPA)
12:17, 18 AgoWASHINGTON ZGT

(ANSA) - Os Estados Unidos voltaram a passar da marca de mil mortes por Covid-19 em um dia nesta quarta-feira (18), mostram os dados compilados pela mídia local e pela Universidade Johns Hopkins.

Foram 1.004 vítimas da doença no período, sendo a quarta vez desde o dia 30 de julho que o país quebra a barreira dos mil óbitos. O maior dado desse período foi contabilizado em 13 de agosto, quando 1.889 cidadãos perderam a vida. Ainda conforme os dados da Universidade, é a sexta semana consecutiva em que as mortes semanais sobem.

Nas últimas 24 horas, os EUA ainda somaram mais de 128 mil novos casos, continuando com a tendência de alta nos contágios vistas desde a semana de 20 de junho.

Especialistas apontam que as principais causas para essa nova onda de contaminações é o avanço da variante Delta do coronavírus Sars-CoV-2, a retirada total das regras sanitárias e os problemas de adesão dos norte-americanos às vacinas.

Desde que assumiu o poder, o presidente dos EUA, Joe Biden, conseguiu acelerar a campanha vacinal, que atingiu seu pico na semana de 20 de abril, quando foram aplicadas mais de 25,5 milhões de doses. Porém, desde então, os números começaram a cair até a semana de 11 de julho, quando cerca de 3,3 milhões de doses foram administradas.

Com a nova onda de casos, os norte-americanos até voltaram a procurar as vacinas em ritmo semelhante ao visto no início do ano. Mesmo assim, as diferenças entre os estados são gritantes - e não por acaso, onde há menor imunização, há mais internações e mortes.

Enquanto estados como Vermont e Massachusetts têm os melhores índices do país, com 67% e 64,8% dos cidadãos totalmente imunizados, respectivamente, Mississippi (36,1%) e Alabama (35,6%) estão no fim da classificação.

Terceira dose

Nesta quinta-feira, o governo dos EUA anunciou que começará a aplicar a terceira dose das vacinas anti-Covid usadas no país a partir de 20 de setembro.

"Os dados disponíveis mostram claramente que a proteção contra a infecção do coronavírus diminui com o tempo e, com a coincidência da variante Delta, começamos a ver uma proteção reduzida contra a doença na forma moderada e leve. Nós concluímos que um reforço seja necessário para maximizar a proteção da vacina e prolongar a sua duração", informam a diretora do Centro de Prevenção de Doenças (CDC), Rochelle Wakensky, e a chefe da Administração de Alimentos e Remédios (FDA), Janet Woodcock.

A FDA já havia liberado a terceira dose para pessoas imunossuprimidas, que fizeram transplantes de órgãos ou que tenham câncer. Mas, agora, ela deve ser aplicada oito meses após a pessoa ter recebido a segunda dose do imunizante. (ANSA).
   

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