Merkel faz última visita à Rússia para debater relação bilateral

Opostos em tudo, líderes reforçam que devem manter diálogo

Merkel e Putin se reúnem pela última vez em Moscou (foto: EPA)
10:48, 20 AgoMOSCOU ZGT

(ANSA) - A chanceler alemã, Angela Merkel, inicia nesta sexta-feira (20) sua última viagem à Rússia e se reúne com o presidente do país, Vladimir Putin. Logo na chegada, o russo ressaltou que os alemães "continuam a ser um dos principais parceiros no mundo".

"Atualmente, a Rússia está sediando o 'ano da Alemanha', com o desenvolvimento econômico no centro dos assuntos. Mantemos um contato permanente por telefone. Nós temos muitas questões que precisam ser enfrentadas em um encontro cara a cara e estou certo que essa não será apenas a visita do adeus, mas na sequência da decisão de não tentar novamente o cargo de chanceler, seja uma visita cheia de conteúdos sérios e práticos", disse Putin no discurso inicial.

Por sua vez, Merkel - que deixa o cargo no fim de setembro - afirmou que os dois líderes "têm muito o que conversar" tanto nos assuntos bilaterais como "pontos da agenda internacional, como "na última conferência sobre a Líbia e sobre o Afeganistão".

"Conversaremos depois sobre questões sobre a sociedade civil e as organizações não governamentais e vamos preencher todo o nosso tempo", acrescentou Merkel.

No cargo de chanceler desde 2005, Merkel e Putin sempre foram opostos em, basicamente, tudo. Da proteção dos direitos humanos às relações internacionais, a relação entre ambos sempre foi intensa.

No ano passado, por exemplo, foi a Alemanha quem abrigou e tratou o principal opositor de Putin, Alexei Navalny, depois que o advogado foi envenenado antes de um voo entre a Sibéria e Moscou - algo que o presidente russo sempre negou.

Desde a tomada da Crimeia pelos russos, em 2014, as relações se deterioraram ano após ano, com os alemães - por meio da União Europeia - e os russos trocando sanções econômicas.

No domingo (22), Merkel embarcará para a Ucrânia para se encontrar com o presidente Volodomyr Zelensky. A pacificação entre ucranianos e russos, contudo, será uma das metas não atingidas pela alemã durante o seu longo mandato. (ANSA).
   

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