Um milhão de crianças afegãs em risco de desnutrição, diz Unicef

Um milhão de crianças afegãs em risco de desnutrição, diz Unicef
Um milhão de crianças afegãs em risco de desnutrição, diz Unicef (foto: EPA)
16:58, 29 AgoROMA ZCC

(ANSA) - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que cerca de 1 milhão de crianças afegãs está em risco de sofrer desnutrição grave com risco de vida, devido à crise deflagrada no país após a tomada de poder do Talibã.

O número foi divulgado neste domingo (29) pelo diretor regional da Unicef para o sul da Ásia, George Laryea-Adjei. "Se a tendência atual continuar, a Unicef prevê que um milhão de crianças com menos de cinco anos no Afeganistão sofra de desnutrição aguda grave, uma enfermidade potencialmente mortal", disse.

Nas últimas semanas, com o aumento do conflito e da insegurança, as crianças, as menos responsáveis pela crise no Afeganistão, "pagaram o preço mais alto".

"Não apenas algumas foram expulsas de suas casas, afastadas de suas escolas e afastadas de seus amigos, mas também privadas de cuidados básicos de saúde que podem salvá-las de doenças como poliomielite e tétano", explicou Laryea-Adjei, ressaltando que, "agora, com uma crise de segurança, preços de alimentos disparados, seca severa, a propagação da Covid-19 e outro inverno rigoroso que está chegando, as crianças correm mais risco do que nunca".

A Unicef alertou ainda que mais de 4 milhões de crianças, incluindo 2,2 milhões de meninas, estão fora da escola. "Eles estão lutando com ansiedades e medos: muitos viram cenas que nenhuma criança deveria ver. Não podemos abandonar as crianças do Afeganistão em tempos de necessidade", afirmou.

Além disso, cerca de 300 mil crianças foram obrigadas a deixar suas casas para fugir do Afeganistão, "algumas com pijamas enquanto dormiam", devido à tomada do poder pelo grupo extremista Talibã.

Recentemente, a Unicef lançou um apelo de US$192 milhões para ajudar as famílias e crianças vulneráveis, porque "as necessidades das crianças no Afeganistão nunca foram tão grandes". (ANSA)

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