EUA interceptam mísseis do EI contra aeroporto de Cabul

Soldado do Talibã diante de veículo usado para lançar mísseis contra aeroporto de Cabul, em 30 de agosto
Soldado do Talibã diante de veículo usado para lançar mísseis contra aeroporto de Cabul, em 30 de agosto (foto: EPA)
10:05, 30 AgoNOVA YORK ZLR

(ANSA) - Sistemas antimísseis dos Estados Unidos interceptaram nesta segunda-feira (30) foguetes disparados contra o aeroporto internacional de Cabul, que concentra as operações de evacuação de refugiados no Afeganistão.

Os projéteis - pelo menos cinco - teriam sido disparados de um carro, mas não deixaram vítimas. A tentativa de ataque foi reivindicada pelo Estado Islâmico e confirmada pela Casa Branca, que diz que "as operações continuam ininterruptamente".

De acordo com comunicado do governo americano, o presidente Joe Biden "reiterou sua ordem para que os comandantes redobrem seus esforços para dar prioridade a fazer o que for necessário" para proteger as tropas americanas em Cabul.

O aeroporto da capital afegã foi palco de um atentado do EI na última quinta-feira (26), com saldo de mais de 180 mortos, incluindo 169 civis afegãos e 13 americanos. Em reação, os EUA usaram drones para bombardear alvos do braço do Estado Islâmico no Afeganistão.

Um dos ataques atingiu um carro que supostamente levava homens-bomba para o aeroporto de Cabul. No entanto, de acordo com o Talibã, que é adversário do Estado Islâmico, o bombardeio também matou civis, inclusive crianças.

Já segundo o jornal The Washington Post, entre as vítimas estão pelo menos 10 civis afegãos da mesma família.

"Estamos cientes das informações sobre mortes entre civis após nosso ataque em Cabul. Sabemos que houve fortes explosões após a destruição do veículo, o que indica a presença de uma grande quantidade de explosivos. Ficaríamos muito tristes com uma potencial perda de vidas inocentes", afirmou o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos.

O prazo para a conclusão da evacuação ocidental está fixado em 31 de agosto, e o Talibã, que reconquistou o Afeganistão após a retirada da maior parte das tropas dos EUA e da Otan, já disse que não vai aceitar a presença das forças de ocupação a partir de setembro. (ANSA)

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