OMS alerta para lentidão em campanha de vacinação na Europa

Órgão estima 236 mil mortes por Covid-19 até início de dezembro

Vacinação na Europa preocupa OMS tanto pela falta de doses como pelo 'ceticismo'
Vacinação na Europa preocupa OMS tanto pela falta de doses como pelo 'ceticismo' (foto: ANSA)
13:05, 30 AgoCOPENHAGEN ZGT

(ANSA) - Em um relatório publicado nesta segunda-feira (30), o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa alertou para o risco da estagnação das campanhas de vacinação contra a Covid-19 no continente.

Segundo os dados apresentados, em documento assinado pelo diretor Hans Kluge, há lentidão tanto nos países mais ricos como nos mais pobres da região e há a necessidade de acelerar a fabricação, a distribuição e a aplicação das doses.

Destacando que em cerca de oito meses "quase 850 milhões de doses foram administradas", o que é um "feito impressionante", "nas últimas seis semanas a vacinação em toda a região caiu, influenciada pela falta de acesso às vacinas em alguns países e a falta de aceitação das vacinas em outros".

"Hoje, apenas 6% das pessoas em países de baixa ou média renda em nossa região completaram a vacinação totalmente. Mesmo que aproximadamente 3 em cada 4 trabalhadores da saúde completaram a vacinação contra a Covid-19, há países que só conseguiram vacinar 1 em cada 10 profissionais", alerta o texto.

"O ceticismo em relação à vacina e o negacionismo da ciência estão nos impedindo de estabilizar essa crise. Isso não serve para nenhum propósito e não serve para ninguém. A participação pública é vital para o sucesso da vacinação contra a Covid-19", diz ainda.

Kluge destaca também que houve um aumento de 10% na incidência de casos na Europa, com muitas nações relatando altas nos números de internação e mortes (11%). Se a situação continuar nesse ritmo, a OMS Europa estima que haverá mais "236 mil mortes até 1º de dezembro".

O documento ressalta que três fatores estão sendo os mais importantes nessa nova onda de casos: a disseminação da variante Delta do coronavírus Sars-CoV-2, "que hoje está em 50 países da região", a flexibilização das regras de saúde pública e a temporada de viagens por conta do Verão.

"Devemos ser firmes em manter as múltiplas camadas de proteção, incluindo a vacinação e as máscaras. Vacinas são o caminho para reabrir as sociedades e para estabilizar economias. Apesar disso, nós continuamos a ser desafiados por produção insuficiente, acesso insuficiente e aceitação insuficiente das vacinas", ressalta Kluge.

Conforme a OMS, a Europa soma mais de 64 milhões de casos de Covid-19 e 1,3 milhão de mortes pela doença desde o início da crise sanitária. (ANSA).
   

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