Dissidente de Belarus pede ajuda ao papa Francisco

Losik pediu que líder católico 'defenda a justiça' no país

Protestos contra Lukashenko foram realizados de maneira diária no ano passado
Protestos contra Lukashenko foram realizados de maneira diária no ano passado (foto: ANSA)
09:28, 01 SetMOSCOU ZGT

(ANSA) - O blogueiro Igor Losik enviou uma carta ao papa Francisco pedindo para que ele defenda a população de Belarus em meio ao regime ditatorial do presidente Aleksandr Lukashenko, repercute a mídia russa nesta quarta-feira (1º).

Além de escrever em seu blog, Losik administra uma das maiores contas de notícias da oposição no Telegram, com milhares de usuários. A rede social é uma das poucas formas que os cidadãos têm de acessar notícias que não são controladas pelo governo.

Por conta da divulgação de notícias contrárias a Lukashenko e por organizar protestos nas ruas, ele foi preso em junho do ano passado sob a acusação de "incitação ao ódio" e pode pegar 12 anos de prisão.

"Não lhe peço para me defender perante ninguém, mas peço-lhe para defender o bem, a verdade e a justiça para centenas e milhares de cidadãos de Belarus que estão desesperados, na mesma situação que a minha, e muitos ainda piores. Talvez eu seja ingênuo e essa carta não chegará, mas a escrevo do fundo do meu coração e acredito que não estou escrevendo em vão", disse Losik.

Dizendo que "quer muito acreditar que Deus não nos abandonou e que essa crueldade insensata acabará e ninguém mais vai morrer por isso", o blogueiro ressalta que quer, assim como todos, "voltar para sua família".

Organizações de direitos humanos que seguem de perto a situação de Belarus consideram Losik um "preso político" e pedem sua libertação imediata. Lukashenko é considerado pelos países ocidentais como o "último ditador da Europa", por estar no poder desde 1994 e pelos processos eleitorais serem considerados "fraudados".

O último deles, no ano passado, gerou uma onda de protestos diários da população e uma série de sanções econômicas da União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos. Contudo, Lukashenko se mantém no poder pelo apoio que recebe da Rússia. (ANSA).
   

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