ONU e Rússia condenam golpe de Estado na Guiné

Golpistas prenderam presidente Alpha Condé e dissolveram governo

Militares deram golpe de Estado na Guiné e prenderam presidente
Militares deram golpe de Estado na Guiné e prenderam presidente (foto: EPA)
16:25, 06 SetMOSCOU ZGT

(ANSA) - A Organização das Nações Unidas (ONU) e o governo da Rússia condenaram o golpe de Estado ocorrido em Guiné e pediram a libertação do presidente Alpha Condé, 83 anos, que foi "capturado" pelos golpistas neste domingo (5).

"Estou seguindo pessoalmente a situação na Guiné de maneira muito próxima. Condeno firmemente qualquer captura de governo com a força das armas e peço a soltura imediata do presidente Alpha Condé", disse o secretário geral da ONU, António Guterres.

Nesta segunda-feira (6), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu uma nota oficial em que condena o golpe e pede a libertação do mandatário.

"Moscou se opõe a qualquer tentativa de tomada de poder de maneira inconstitucional. Pedimos que Alpha Condé seja libertado e que seja garantida a sua imunidade. Acreditamos que a situação na Guiné deve voltar o mais rapidamente possível às bases constitucionais. Pedimos que todas as forças políticas da Guiné se abstenham de ações que possam incitar ainda mais violência e de resolver pacificamente a situação através de conversas", ressalta a nota republicada pela agência Tass.

Também a União Africana e a Comunidade dos Estados da África Ocidental fizeram apelos neste sentido.

Apesar dos pedidos internacionais, a situação no país africano continua muito tensa. Após intensos tiroteios e a "captura" de Condé neste domingo, os golpistas liderados pelo coronel Mamady Doumbouya suspenderam a Constituição, dissolveram o governo e decretaram toque de recolher à noite "até próximo aviso".

Em pronunciamento, Doumbouya afirmou que seus soldados tomaram o poder "para colocar fim à corrupção e a à péssima gestão do país".

A Guiné é um país de 12 milhões de habitantes e está localizada na África Ocidental. Condé está no cargo de presidente desde 2010, tendo sido reeleito em 2015 e em 2020. No entanto, a última reeleição foi considerada "não democrática" por opositores e causou uma série de protestos violentos. (ANSA).
   

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