Vice-premiê afegão estaria internado após briga com ministros

Mídia local diz que Baradar está 'sob proteção' do Paquistão

Baradar teria sido hospitalizado após uma 'violenta briga' com outros membros do governo (foto: EPA)
10:16, 15 SetROMA ZGT

(ANSA) - Após o Talibã desmentir rumores de que o vice-primeiro-ministro do Afeganistão, mulá Abdul Ghani Baradar, estaria morto, a mídia do país voltou a afirmar que o estado de saúde dele não é bom e que ele está internado em um hospital de Kandahar.

Segundo o "Pashtun Times" relatou nesta quarta-feira (15), o cofundador do grupo fundamentalista "está sob a proteção do Paquistão e os familiares ainda não foram autorizados a vê-lo".

Já há alguns dias, diversos veículos da imprensa internacional noticiam que Baradar entrou em uma "violenta briga" com representantes da rede Haqqani, um dos braços militares do Talibã considerado radical e que atua próxima à fronteira com o Paquistão.

Alguns chegam a falar em um tiroteio dentro do palácio presidencial em Cabul e que o ministro do Interior, Serajuddin Haqqani, estava na briga.

Após o confronto, Baradar teria deixado a capital e ido para Kandahar, onde não mais apareceu em público. Na terça-feira (14), o Talibã divulgou um áudio atribuído ao vice-premiê em que ele dizia que estava bem.

A emissora "BBC" relatou, citando fontes dos talibãs que pediram anonimato, que Baradar teria ficado muito irritado que o novo governo do Afeganistão é muito "combatente e radical" e que preferia que o gabinete tivesse mais representantes "moderados" e com um perfil "diplomático".

O vice-premiê era um dos principais representantes do Talibã nas negociações para a retirada das tropas dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) após 20 anos de guerra. Ele também é responsável pelas atuais reuniões em Doha, coordenando os enviados para tentar uma pacificação diplomática.

Essa postura de Baradar teria sido um dos principais motivos para a demora na formação do novo Executivo do Afeganistão, que foi anunciado no dia 7 de setembro - mesmo que o grupo fundamentalista tenha tomado o poder em 15 de agosto. (ANSA).
   

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