Apesar de derrota, Laschet diz que pode formar governo

Indicado da CDU disse que não descarta nenhuma possibilidade

Laschet disse que 'não exclui' nenhuma possibilidade de formação de governo
Laschet disse que 'não exclui' nenhuma possibilidade de formação de governo (foto: EPA)
10:37, 27 SetBERLIM ZGT

(ANSA) - Apesar de admitir o resultado "insatisfatório" das eleições na Alemanha, o representante da União Democrata-Cristã (CDU), Armin Laschet, não descartou formar ou participar de um novo governo nesta segunda-feira (27).

"O chanceler é quem tem a maioria do Bundestag consigo. Nós concordamos sobre o fato de estarmos à disposição para as conversas com a chamada 'Jamaica'. Mas, não excluo nada", disse Laschet referindo-se a uma das possíveis coalizões de governo.

Nas últimas semanas, a mídia alemã fez alguns arranjos de como poderia ser o novo governo, justamente, pelo que se viu neste domingo (26): nenhuma sigla com maioria absoluta no Parlamento.

Os vencedores do Partido Social-Democrata (SPD) obtiveram 25,7% dos votos, o que equivale a 206 das 735 cadeiras do Bundestag; a CDU ficou com 24,1% (196 assentos); Os Verdes somaram 14,8% (118 assentos); o Partido Democrático Liberal (FDP) obteve 11,5% (92 assentos).

Nas composições especuladas, que têm como base as cores dos partidos, estão: a "Semáforo", que contaria com a União do SPD (vermelho), do FDP (amarelo) e dos Verdes, que foi a primeira anunciada pelo indicado dos sociais-democratas Olaf Scholz; a "Jamaica", que juntaria a CDU (preto), FDP e os Verdes; a "Quênia", com CDU, SPD e Verdes; a "Alemanha" com CDU, SPD e FDP; e a "Vermelho-Vermelho-Verde", com SPD, Linke (Esquerda) e Verdes.

Questionado sobre se há algum positivo nos resultados deste domingo, Laschet afirmou que "não há discussão: esse resultado não pode satisfazer a União".

"Nós evitamos o perigo da Vermelho-Vermelho-Verde, mas tivemos perdas dolorosas. Não fizemos o suficiente para o primeiro lugar. A minha felicitação vai para o partido que teve o maior apoio, eu sei que tenho minha cota pessoal nesse resultado eleitoral", acrescentou.

Durante a coletiva, Laschet foi questionado se há a possibilidade de repetição da chamada "Grande Coalizão", que é a união dos conservadores com o SPD e que vem sendo mantida no país desde 2013, mas com a liderança de Merkel. O representante afirmou que isso pode acontecer, "mas não está na ordem do dia atualmente" e "não é prioridade".

A CDU, que venceu as últimas quatro eleições, teve o pior resultado de sua história no pleito de 2021. Foram quase nove pontos percentuais a menos do que o obtido em 2017.

No entanto, como as margens de vantagens estão muito pequenas, as negociações para formar um novo governo podem se arrastar por semanas ou meses. (ANSA).
   

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