Coreia do Norte fez novo lançamento de míssil, denuncia Seul

Teste ocorre no dia de uma sessão da Assembleia Popular

Coreias do Norte e Sul voltam a viver impasse com testes de mísseis
Coreias do Norte e Sul voltam a viver impasse com testes de mísseis (foto: EPA)
10:22, 28 SetSEUL ZGT

(ANSA) - A Coreia do Norte lançou um "míssil não identificado" que caiu no mar do Japão, anunciou o governo da Coreia do Sul nesta terça-feira (28).

Não foram dados mais detalhes sobre o tipo de projétil usado, mas o lançamento ocorre no dia em que é realizada uma sessão da Assembleia Popular de Pyongyang. O disparo também foi realizado após um representante norte-coreano afirmar na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) que seu país "tem o direito" de fazer testes em seu sistema de defesa.

As primeiras informações destacam que o disparo ocorreu por volta as 6h40 (na hora local) da base de Mupyong-ri, na província de Jagang.

Após o teste, Seul convocou uma reunião de emergência de seu Conselho de Segurança Nacional (NSC) e "lamentou" o lançamento em um momento que há conversas para tentar estabilizar a crise entre as duas Coreias. O Departamento de Estado norte-americano também condenou a ação e pediu a retomada das conversas pacíficas.

Esse é o terceiro lançamento feito por Pyongyang desde o dia 13 de setembro que, segundo o governo do ditador Kim Jong-un, é uma resposta aos exercícios militares feitos por Seul com os Estados Unidos. Um deles, inclusive, tinha uma nova tecnologia de longo alcance.

Fim de guerra

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, por sua vez, discursou na última semana na ONU e disse que já era hora de fazer uma declaração do fim de guerra entre as Coreias.

Apesar do conflito bélico ter durado entre 1950 e 1953, a disputa foi encerrada por um acordo de cessar-fogo e não de paz. Com isso, a guerra ainda está tecnicamente ativa.

No dia 24, dois expoentes de Pyongyang, a irmã do ditador, Kim Yo Jong, e o vice-ministro das Relações Exteriores, Lee Tae-sung, afirmaram que ainda era "prematura" a ideia de declarar o fim do conflito, apesar de dizerem que acham a medida boa. Ambos destacaram que é preciso ter garantias que a "política hostil" contra o país vai acabar antes de fazer um acordo do tipo.

As relações entre as Coreias pioraram consideravelmente desde junho do ano passado, quando Kim Jong-un mandou explodir o escritório responsável pela comunicação com Seul, cortando as linhas de comunicação.

Um ano depois, Pyongyang anunciou que as conversas seriam retomadas, mas em julho, por conta dos novos exercícios militares entre norte-americanos e sul-coreanos, elas foram interrompidas novamente. (ANSA).
   

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