Lars Vilks, autor de caricatura de Maomé, morre em acidente na Suécia

Alvo de ameaças, sueco vivia sob proteção policial desde 2007

Lars Vilks vivia sob proteção policial desde 2007 (foto: EPA)
14:50, 04 OutESTOCOLMO ZCC

(ANSA) - O cartunista sueco Lars Vilks, que gerou polêmica mundial em 2007 ao retratar o profeta Maomé com o corpo de um cachorro, morreu em um acidente de trânsito na Suécia, no último domingo (3).

"Este é um incidente muito trágico. Agora é importante para todos nós que façamos todo o possível para investigar o que aconteceu e o que causou a colisão", disse a polícia sueca em um comunicado nesta segunda-feira (4).

O artista, de 75 anos, vivia sob proteção policial desde a publicação do desenho e após ser alvo de um atentado em Copenhague em 2015.

O acidente ocorreu na tarde de domingo, na rodovia E4, perto da cidade de Markaryd, no sul do país, quando o carro em que Vilks viajava se chocou com um caminhão que trafegava no sentido contrário. Os dois veículos pegaram fogo após a colisão, e o motorista do caminhão foi internado em um hospital da região.

Além do cartunista, os dois agentes que faziam sua segurança morreram. As autoridades suecas descartaram a hipótese de um ato criminoso intencional. "Inicialmente, não há nada que indique o envolvimento de outra pessoa", afirmaram.

Desde 2007, Lars Vilks passou a viver sob proteção quase continuamente depois de fazer o desenho de Maomé devido a inúmeras ameaças e ataques de fundamentalistas islâmicos.

Em 14 de fevereiro de 2015, um jovem dinamarquês de origem palestina abriu fogo interrompendo um debate sobre a liberdade de expressão realizado em Copenhague, organizado após o atentado contra a revista Charlie Hebdo em Paris.

Vilks, que foi o protagonista do encontro com o embaixador francês, saiu ileso, mas um diretor dinamarquês de 55 anos foi morto. Mais tarde, naquela mesma noite, o agressor também matou um guarda da sinagoga de Copenhague. Na manhã seguinte, porém, o terrorista foi morto pela polícia dinamarquesa durante um tiroteio. (ANSA)

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