Tensão entre China e Taiwan aumenta com voos militares de Pequim

Foram mais de 100 aviões entrando em zona de defesa em 4 dias

China vem sobrevoando área de defesa de Taiwan, elevando a tensão entre os dois governos
China vem sobrevoando área de defesa de Taiwan, elevando a tensão entre os dois governos (foto: EPA)
12:46, 04 OutPEQUIM ZGT

(ANSA) - A China realizou mais de 100 incursões aéreas militares na zona de identificação aérea de Taiwan (Adiz) nos últimos quatro dias e elevou a tensão entre os dois governos. Só nesta segunda-feira (4) foram 56 voos detectados, segundo o Ministério da Defesa de Taipé.

Segundo a pasta, desde o início do mês de outubro, quando os chineses comemoram o dia nacional, um número cada vez maior de exercícios militares vêm sendo realizados na área próxima à zona de identificação.

Entre as aeronaves que invadem a Adiz, estão modelos de caça J-16 e Su-30 e bombardeiros com capacidade nuclear H-6.

Taiwan se considera um país independente, mas a China vê o território como parte de sua nação, a "China Única". As ameaças de invasão de Pequim se intensificaram desde que o presidente, Tsai Ing-wen, foi eleito em 2016. O mandatário tem uma política de se aproximar cada vez mais dos Estados Unidos.

Em nota divulgada na noite deste domingo (3), Washington afirmou que o governo "está muito preocupado com as atividades militares provocatórias da República Popular da China próxima a Taiwan", considerando as atividades como "desestabilizadoras, que podem ter riscos de cálculo e minar a paz e a estabilidade regional".

"Exortamos Pequim para que cesse sua pressão e coerção militares, diplomáticas e econômicas contra Taiwan", escreveu ainda o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.

Por sua vez, uma das porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunyng, afirmou aos jornalistas em sua coletiva diária nesta segunda-feira que Pequim "tomará todas as medidas necessárias" para qualquer tentativa de "independência de Taiwan" e permanecerá "firme ao defender a soberania nacional e a sua integridade territorial".

Apesar de serem intensificadas nesses quatro dias, a China aumentou consideravelmente as atividades com caças na Adiz em 2021. Segundo conta de Taipé, já são mais de 600 voos que invadiram a área em 10 meses; no ano passado todo foram "apenas" 380. (ANSA).
   

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