Comissão Europeia lança plano para lutar contra antissemitismo

Essa é a primeira vez que bloco cria uma estratégia sobre tema

UE lançou projeto para combater o antissemitismo no bloco
UE lançou projeto para combater o antissemitismo no bloco (foto: EPA)
13:35, 05 OutBRUXELAS ZGT

(ANSA) - A Comissão Europeia lançou um plano de ação nesta terça-feira (5) para combater o antissemitismo e promover a vida judaica nos 27 países-membros. Essa é a primeira vez na história da instituição europeia que é criada uma estratégia conjunta para combater o problema.

Segundo o vice-presidente do órgão executivo da UE, Margaritis Schinas, o plano tem três ações principais, que são "prevenir e combater qualquer forma de antissemitismo", proteger e promover a vida judaica na Europa; e "educar e pesquisar sobre a memória do Holocausto".

"O antissemitismo continua a ser uma ameaça atual e assustadora. O antissemitismo não é um problema dos judeus, mas para quem é antissemita. É incompatível com qualquer valor europeu e com os direitos humanos. Nós queremos combater isso de todas as formas", acrescentou Schinas ao apresentar a proposta.

Um dos pontos mais citados pelo representante foi o "combate aos haters" na esfera online, onde a Comissão prevê apoio para criar uma rede europeia de "marcadores de conteúdo". O grupo deve atuar, ao lado de organizações judaicas, para remover "qualquer tipo de incitação ao ódio online".

Por isso, o projeto visa uma parceria com as empresas do setor de tecnologia de informação do bloco para "prevenir a exposição e a venda de símbolos, souvenires e itens ligados à literatura do nazismo".

O plano ainda prevê colocar à disposição, a partir de 2022, 24 milhões de euros para promover a proteção dos espaços públicos e dos espaços para fiéis da religião. Bruxelas também coloca o objetivo de agir para proteger os cemitérios judaicos na Europa e proteger a herança cultural dos judeus no Velho Continente.

Há ainda a iniciativa de criar um polo de pesquisa europeu sobre a cultura judaica e o antissemitismo contemporâneo e o lançamento de uma rede de jovens embaixadores encarregados de promover a memória do Holocausto. O texto agora segue para a análise e debate dos países-membros do bloco. (ANSA).
   

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