Johnson enfrenta reação negativa após suposta festa durante lockdown

Johnson enfrenta reação negativa após suposta festa durante lockdown
Johnson enfrenta reação negativa após suposta festa durante lockdown (foto: EPA)
19:43, 13 DezROMA ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, tem sido acusado de ter supostamente participado de uma festa de confraternização de Natal em sua residência oficial, em 2020, no período em que estava em vigor um lockdown para conter a Covid-19.

Um vídeo da suposta festa, que teria ocorrido no dia 15 de dezembro do ano passado, quando encontros e aglomerações foram proibidos em Londres para conter a propagação da Covid-19, também veio a público e provocou uma reação negativa para o governo.

Sob forte pressão após o vazamento da gravação, o primeiro-ministro britânico chegou a pedir desculpas e anunciou uma investigação.

O escritório do premier declarou que Johnson "participou brevemente de um jogo de perguntas e respostas virtual" para agradecer a equipe de Downing Street por seu trabalho árduo durante a pandemia.

No entanto, em uma foto publicada pelo tabloide Sunday Mirror é possível ver o premiê britânico sentado a uma mesa em uma das salas de seu gabinete, com papéis nas mãos e um ar divertido.

Johnson está acompanhado de dois membros de sua equipe de cada lado, um com uma espécie de guirlanda no pescoço e outra, uma mulher, na frente de um computador com um chapéu de Papai Noel na cabeça.

Devido ao polêmico vídeo, Johnson pediu desculpas pelo episódio, que, segundo ele, passou a impressão de que os protagonistas, que haviam estabelecido regras anti-Covid, não as seguiram. Ele, porém, negou que qualquer festa tenha efetivamente ocorrido.

Aparentemente, as desculpas não convenceram nem seus opositores, que pediram sua renúncia, nem a mídia, que tem criticado profundamente o primeiro-ministro.

O caso foi também comentado pela parlamentar trabalhista Angela Rayner, que chamou Johnson de "inapto para liderar este país", na sequência da investigação sobre pelo menos três denúncias de festas ilegais, duas delas em Downing Street.

Já o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, chegou a questionar se Johnson ainda teria autoridade moral para comandar o país e pedir que as pessoas obedeçam às regras.

O Reino Unido, um dos primeiros países ocidentais a retirar, praticamente, todas as restrições sanitárias contra a doença, vive uma intensa nova onda de contágios. As mortes também estão em patamares altos.

Na semana passada, Johnson anunciou a introdução de novas medidas de restrições para conter a propagação da variante Ômicron. (ANSA)

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