OMS alerta que 'tsunami' de casos provocará colapso de hospitais

OMS alerta que 'tsunami' de casos provocará colapso de hospitais
OMS alerta que 'tsunami' de casos provocará colapso de hospitais (foto: ANSA)
16:19, 29 DezGENEBRA ZCC

(ANSA) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira (29) que o "tsunami de casos" de Covid-19 causado pela propagação simultânea das variantes Delta e Ômicron colocará os sistemas de saúde à beira do colapso.

"Estou extremamente preocupado que a Ômicron, sendo mais transmissível e circulando ao mesmo tempo que a delta, esteja causando um tsunami de casos. Isso está colocando e continuará a exercer uma pressão imensa sobre os profissionais de saúde exaustos", disse o diretor da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltando que "os sistemas de saúde estão à beira de um colapso".

O alerta foi feito durante coletiva de imprensa sobre a evolução da pandemia do novo coronavírus, transmitida online da sede da OMS, em Genebra.

Segundo Ghebreyesus, as variantes têm causado números recordes de infecções e o risco representado no mundo continua "muito alto".

"O risco global associado à preocupante nova variante continua muito alto. Evidências confiáveis mostram que a Ômicron tem uma vantagem de crescimento sobre a variante Delta, com capacidade de dobrar em dois ou três dias", acrescentou ele, observando que "há um rápido aumento na incidência de casos em várias regiões".

O diretor da OMS reiterou que, em decorrência do avanço da nova cepa, é preciso continuar com as campanhas de vacinação, priorizando as pessoas mais vulneráveis que ainda não estão imunizadas, e com as medidas de saúde pública, para evitar o colapso dos sistemas sanitários e se possam "manter abertas as sociedades".

Em praticamente toda a Europa, os países estão enfrentando o avanço da variante Ômicron, que é muito mais transmissível que a cepa dominante anterior, a Delta. No entanto, apesar de também apresentar aumentos, as mortes estão bem abaixo dos picos registrados nas últimas três ondas da doença.

O recrudescimento da pandemia no bloco, inclusive, tem feito diversos Estados-membros a reintroduzirem medidas protetivas para tentar evitar a propagação do novo coronavírus.

Ao todo, mais de 935 mil casos de Covid foram registrados em média todos os dias na última semana, de 22 a 28 de dezembro, em todo o mundo, ou seja, o maior nível já alcançado desde o início da pandemia, de acordo relatórios compilados pelas autoridades sanitárias de cada país.

União Europeia -

Hoje, a União Europeia (UE) afirmou também que continua a "acompanhar de perto a situação, em particular no que se refere à proporção" das medidas contra a variante Ômicron.

De acordo com relatos de um porta-voz da Comissão Europeia à ANSA, quando os dados da Ômicron estiverem completos "espera-se que as medidas tomadas pelos países-membros voltem a convergir".

"É importante que haja coordenação nas medidas. Os nossos objetivos continuam a ser proteger a saúde, facilitar a circulação livre e segura e garantir o funcionamento do mercado interno", explicou a UE. (ANSA)

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