Após sanções, Coreia do Norte dispara mais 2 projéteis

Exercício militar foi denunciado pela Coreia do Sul

Sul-coreanos acompanham noticiário sobre novo exercício militar da Coreia do Norte, em Seul, 14 de janeiro
Sul-coreanos acompanham noticiário sobre novo exercício militar da Coreia do Norte, em Seul, 14 de janeiro (foto: EPA)
09:55, 14 JanPEQUIM ZLR

(ANSA) - A Coreia do Norte disparou dois projéteis não identificados nesta sexta-feira (14), de acordo com informações divulgadas pela Coreia do Sul.

Esse é o terceiro exercício militar de Pyongyang apenas neste mês. Em 5 e 11 de janeiro, o regime de Kim Jong-un já havia lançado dois mísseis supostamente hipersônicos em direção ao mar, o que motivou sanções dos Estados Unidos contra cinco cidadãos norte-coreanos.

De acordo com o Estado-Maior da Coreia do Sul, os projéteis desta sexta eram de "curto alcance" e foram disparados de uma base na província de Pyongan do Norte, na fronteira com a China.

"Estamos monitorando as movimentações norte-coreanas e mantendo uma postura de pronta reação", diz uma nota do comando militar de Seul.

Os vetores teriam voado por cerca de 430 quilômetros, a uma altitude de 36 quilômetros, e foram detectados às 14h41 e 14h52 (horário local). Ainda segundo a Coreia do Sul, o Norte teria usado alvos pré-estabelecidos para verificar a precisão dos mísseis.

Durante a manhã, Pyongyang já havia ameaçado dar uma resposta "mais forte e decidida" às novas sanções impostas pelos EUA, que miram cidadãos norte-coreanos envolvidos na compra de equipamentos para o programa armamentista do regime.

"Isso demonstra que, embora o atual governo dos EUA esteja alardeando a diplomacia e o diálogo, ainda está absorvido por sua política de isolar e sufocar a Coreia do Norte", afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país comunista, segundo a agência oficial KCNA.

Os últimos testes indicam que o Norte está em busca de novas armas avançadas enquanto as negociações para a desnuclearização da península seguem travadas desde fevereiro de 2019, quando o então presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou de forma abrupta uma cúpula com Kim no Vietnã. (ANSA)

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