Rússia volta a ameaçar Finlândia e Suécia sobre adesão à Otan

Países estudam se juntar à aliança militar ocidental

Premiês Magdalena Andersson (Suécia) e Sanna Marin (Finlândia) se reúnem em Estocolmo para discutir adesão à Otan, em 13 de abril
Premiês Magdalena Andersson (Suécia) e Sanna Marin (Finlândia) se reúnem em Estocolmo para discutir adesão à Otan, em 13 de abril (foto: EPA)
19:08, 14 AbrROMA ZLR

(ANSA) - A Rússia voltou a fazer ameaças nesta quinta-feira (14) para evitar uma cada vez mais provável adesão de Finlândia e Suécia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Segundo o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Alexander Grushko, a eventual entrada dos dois países na aliança atlântica "mudaria radicalmente a situação político-militar". "A Rússia tomará as necessárias medidas de segurança defensivas, com as consequências mais indesejáveis", alertou.

Já o vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitri Medvedev, insinuou que Moscou deslocaria armas nucleares para o Mar Báltico. "Se Finlândia e Suécia se unirem à Otan, podem esquecer a ideia do Báltico desnuclearizado", disse.

O governo da Lituânia, no entanto, minimizou a ameaça. "Sabemos que já antes da guerra na Ucrânia os russos tinham armas a 100 quilômetros da fronteira com a Lituânia. Sempre houve armas nucleares em Kaliningrado [exclave russo entre Polônia e Lituânia, na costa do Mar Báltico]", disse a premiê Ingrida Simonyte.

Membros da União Europeia, Finlândia e Suécia nunca se interessaram em aderir à Otan, mas podem mudar de ideia em função da invasão russa à Ucrânia, que também não faz parte da aliança ocidental. As primeiras-ministras dos dois países nórdicos, Sanna Marin e Magdalena Andersson, já se reuniram na última quarta (13) para discutir um possível abandono do status de neutralidade.

Se isso acontecer, a extensão da fronteira terrestre entre Otan e Rússia vai mais do que dobrar. "Naturalmente, será necessário reforçar essas fronteiras", alertou Medvedev. (ANSA)

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