Novo pacote de sanções da UE esbarra em resistência da Hungria

Hoje, G7 também se comprometeu em embargar petróleo russo

Novo pacote de sanções da UE esbarra em resistência da Hungria
Novo pacote de sanções da UE esbarra em resistência da Hungria (foto: ANSA)
16:22, 08 MaiBRUXELAS ZCC

(ANSA) - A União Europeia (UE) continua encontrando resistência para aprovar o sexto pacote de sanções contra a Rússia por causa da invasão à Ucrânia, em decorrência do embargo gradual ao petróleo russo.

De acordo com fontes europeias, "as negociações tiveram progressos importantes em relação à maioria das medidas, mas ainda haveria trabalho a fazer".

Entre as questões que continuam a ser debatidas estão detalhes técnicos, a reconversão de infraestruturas e como garantir a segurança do abastecimento.

Ainda segundo os relatos, a Hungria ainda se opõem à proposta de Bruxelas que visa proibir as importações de petróleo russo, cujo primeiro-ministro Viktor Orban disse que o embargo proposto atingiria sua economia como uma bomba atômica.

Inicialmente, a Comissão Europeia propôs a Hungria e Eslováquia, fortemente dependentes de petróleo russo entregue pelo gasoduto de Druzbha, um ano a mais do que os outros países do bloco para encerrar a compra. Logo depois, o documento previa que as duas nações teriam até o fim de 2024 para cortar as importações, enquanto a República Tcheca teria até meados do mesmo ano.

Além do embargo total ao petróleo russo, o novo pacote de sanções da UE à Rússia pretende retirar mais bancos de Moscou do sistema Swift e congelar os bens de oligarcas. As negociações devem ser retomadas nos próximos dias.

Neste domingo, os países do G7 também se comprometeram a interromper a importação do petróleo russo, informou a Casa Branca após videoconferência entre os líderes.

Aniversário UE -

Hoje, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, publicou uma mensagem pelo 72º aniversário da UE e disse estar "convencida e otimista de que a nossa União também pode vencer o desafio colocado pela guerra na Ucrânia".

"Os cidadãos europeus mostram o caminho. Milhões de europeus, em todos os cantos da nossa União e em todas as esferas da vida, mobilizaram-se para ajudar os seus vizinhos necessitados", disse ela, lembrando que milhões de pessoas abriram as suas portas aos refugiados ucranianos. (ANSA)

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