Erdogan diz ser contra Finlândia e Suécia na Otan

Países escandinavos estudam entrar na aliança

Erdogan lidera o segundo maior exército da Otan
Erdogan lidera o segundo maior exército da Otan (foto: EPA)
09:43, 13 MaiISTAMBUL ZLR

(ANSA) - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta sexta-feira (13) que é contra a entrada de Finlândia e Suécia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O líder turco afirmou a jornalistas em Istambul que não quer que "se repita o mesmo erro" cometido com a adesão da Grécia, acusando os dois países nórdicos de abrigar "terroristas" do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), movimento que luta pela criação de um Estado curdo.

"Não temos uma opinião positiva. Países escandinavos são como uma casa de hóspedes para organizações terroristas", insistiu Erdogan. A Turquia tem o segundo maior exército da Otan, atrás apenas dos Estados Unidos, e tem tentado servir de mediadora entre Kiev e Moscou.

Já Finlândia e Suécia são integrantes da União Europeia, mas historicamente preferiram manter uma posição de neutralidade entre a aliança ocidental e a Rússia.

No entanto, a invasão à Ucrânia, motivada pela crescente aproximação de Kiev com o Ocidente, fez os dois países repensarem seu status atual.

Na Finlândia, o presidente Sauli Niinisto e a premiê Sanna Marin já divulgaram um comunicado conjunto defendendo a adesão à Otan, cujo pedido deve ser formalizado nos próximos dias.

Na Suécia, um relatório de segurança publicado pelo Parlamento nesta sexta-feira apontou que a eventual entrada do país na aliança militar reduziria o risco de conflitos no norte da Europa.

O Kremlin já ameaçou tomar contramedidas caso as nações escandinavas se juntem à Otan, porém admitiu que o teor da resposta vai depender da proximidade de futuras bases com a fronteira russa - Finlândia e Rússia compartilham 1,3 mil quilômetros de divisa.

De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o presidente Vladimir Putin comandou nesta sexta uma reunião do Conselho de Segurança do país para discutir as "potenciais ameaças" em função da ampliação da Otan. (ANSA)

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