Biden pede a Congresso suspensão de imposto sobre gasolina

Biden pede a Congresso suspensão de imposto sobre gasolina
Biden pede a Congresso suspensão de imposto sobre gasolina (foto: EPA)
18:58, 22 JunWASHINGTON ZCC

(ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta quarta-feira (22) ao Congresso americano a suspensão do imposto federal sobre o preço da gasolina por 90 dias, em meio a disparada nos últimos meses.

Em comunicado da Casa Branca, o governo democrata destacou a alta "dramática" do valor do combustível pelo mundo, principalmente diante da guerra iniciada pela Rússia na Ucrânia, e o "desafio significativo" que isso provoca nas famílias norte-americanas.

"O aumento do preço da gasolina foi causado pela guerra de Putin na Ucrânia e também pelo fato de que os EUA e o resto do mundo não permitiram que ele escapasse", disse Biden, enfatizando que "o mundo livre não teve escolha senão opor-se à pior operação desde a Segunda Guerra Mundial".

De acordo com o democrata, todos sabiam qual seria o custo, mas decidiram "apoiar o povo ucraniano, nos opor a Putin e defender a Ucrânia".

Apesar de acreditar que a medida não será suficiente para compensar a alta nos custos, Biden afirmou que o Congresso precisar fazer o necessário para ajudar os americanos nesse cenário.

O atual imposto federal sobre a gasolina nos Estados Unidos é de US$ 0,18 centavos por galão (3,7 litros) e o do diesel é de US$ 0,24 centavos. O preço da gasolina é de cerca de US$ 5 o galão.

Em seu pronunciamento, Biden também pediu para os estados fazerem o mesmo e renovou seu apelo às grandes empresas de petróleo e refinarias para aumentar a capacidade, a produção e diminuir o preço, sem "aproveitar" a guerra na Ucrânia.

Além disso, o presidente americano aplaudiu a decisão da OPEP+ de aumentar a produção de petróleo. Recentemente, o grupo chegou a um acordo para aumentar a produção de petróleo em 648 mil barris por dia nos meses de julho e agosto. Isso representa um crescimento de 50% em relação ao aumento de 432 mi barris que vem sendo praticado nos últimos meses. (ANSA)

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