Nigéria reencontra 2 estudantes de Chibok raptadas há 8 anos

Jovens foram localizadas nos dias 12 e 14 de junho

Quase 300 meninas foram raptadas em 2014 e cerca de metade conseguiu voltar para casa
Quase 300 meninas foram raptadas em 2014 e cerca de metade conseguiu voltar para casa (foto: ANSA)
13:57, 22 JunMAIDUGURI ZGT

(ANSA) - O exército da Nigéria anunciou nesta quarta-feira (22) que reencontrou duas estudantes que haviam sido raptadas pelo grupo terrorista Boko Haram em uma escola de Chibok em abril de 2014. O sequestro em massa de 276 alunas gerou comoção mundial, mas até hoje muitas delas têm paradeiros desconhecidos.

As duas, que estavam com filhos no colo, foram apresentadas em uma coletiva de imprensa. O general Christopher Musa, que comanda as tropas na área, informou que elas foram localizadas em dois locais diferentes nos dias 12 e 14 de junho.

"Tivemos muita sorte em conseguir achar e recuperar duas filhas de Chibok", acrescentou Musa.

A primeira jovem, Hauwa Joseph, foi encontrada com outros civis no dia 12 próximo a Bama. O grupo tinha fugido do domínio do Boko Haram após tropas oficiais terem atacado bases dos terroristas. Já a outra, Mary Dauda, foi encontrada próxima à vila de Ngoshe, no distrito de Gwoze, na fronteira com Camarões.

"Eu tinha nove anos quando fomos raptadas da nossa escola em Chibok. Me casei recentemente e tive um filho, disse Joseph na coletiva, destacando que seu marido e o sogro foram mortos no ataque feito pelo exército. "Nós fomos abandonadas, ninguém cuidou da gente. Não deram nem comida suficiente", acrescentou.

Já Dauda disse que tinha 18 anos quando foi raptada e relatou que foi obrigada a se casar várias vezes com membros do Boko Haram antes de conseguir fugir. "Eles te fazem passar fome e te batem se você se nega a rezar. Todas as outras meninas de Chibok se casaram e tiveram filhos... deixei mais de 20 lá [na vila]", afirmou Dauda.

Das quase 300 meninas que foram sequestradas, 57 conseguiram fugir logo após o rapto e outras 80 foram trocadas pelos comandantes do Boko Haram durante negociações com autoridades nigerianas. (ANSA).
   

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