Rússia ataca shopping com mais de mil civis na Ucrânia

Shopping de Kremenchuk bombardeado pela Rússia (foto: EPA)
09:32, 28 JunROMA ZLR

(ANSA) - A Ucrânia denunciou nesta segunda-feira (27) um ataque russo contra um shopping de Kremenchuk, na província centro-oriental de Poltava.

De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o local abrigava mais de mil civis na hora do bombardeio. "O shopping está em chamas, os socorristas estão lutando para apagar o incêndio. O número de vítimas é impossível de imaginar", afirmou o mandatário no Telegram.

Zelensky também publicou um vídeo do prédio em chamas e coberto por uma enorme nuvem de fumaça negra. De acordo com o governo da Ucrânia, pelo menos 10 pessoas morreram e 40 ficaram feridas, mas o balanço ainda pode se agravar.

O líder ucraniano classificou o ataque russo ao centro comercial de Kremenchuk como um "ato terrorista vergonhoso". 

"O ataque em Kremenchuk ocorreu em um lugar lotado e que é 100% irrelevante para as hostilidades", disse o prefeito Vitaly Maletsky no Facebook. O shopping Amstor fica a 300 metros da estação ferroviária da cidade e recebia muitas pessoas que faziam compras em um supermercado.

"É mais um crime de guerra da Rússia, um crime contra a humanidade, um claro e cínico ato de terror contra a população civil. A Rússia é um Estado terrorista", reforçou o governador da província de Poltava, Dmytro Lunin.

Poltava não faz parte do Donbass, região do leste da Ucrânia que é o alvo prioritário da Rússia em sua ofensiva. 

Reação - 

Os líderes do G7 - grupo formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido - condenaram o "ataque abominável" cometido pelas tropas russas contra um shopping de Kremenchuk, na província centro-oriental de Poltava.

"Condenamos solenemente o abominável ataque a um shopping center em Kremenchuk. Juntamo-nos à Ucrânia no luto pelas vítimas inocentes deste ataque brutal. Ataques indiscriminados a civis inocentes são um crime de guerra. O presidente russo, Vladimir Putin, e os responsáveis serão responsabilizados", diz o comunicado.

Os líderes do G7 enfatizaram ainda que reforçaram "o apoio inabalável à Ucrânia devido à agressão russa, uma guerra injustificada que dura 124 dias".
"Continuaremos a prestar apoio financeiro e humanitário e militares para a Ucrânia, pelo tempo que for necessário", concluiu a nota. (ANSA).

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