50 migrantes morrem em caminhão nos EUA

Outras 12 pessoas estão internadas, incluindo quatro crianças

Caminhão estava abandonado em estrada em San Antonio
Caminhão estava abandonado em estrada em San Antonio (foto: EPA)
12:16, 28 JunNOVA YORK ZLR

(ANSA) - Os corpos de 46 migrantes foram encontrados dentro de um caminhão abandonado em San Antonio, no estado americano do Texas, na última segunda-feira (27).

Outras 16 pessoas foram resgatadas com vida, incluindo quatro crianças, porém quatro morreram algumas horas depois, elevando o total de vítimas para 50. Os mortos eram provenientes sobretudo de México, Guatemala e Honduras.

A suspeita é de que o grupo tenha atravessado ilegalmente a fronteira entre México e Estados Unidos e depois perecido diante do calor tórrido que atinge o sul do Texas nos últimos dias.

Os corpos foram descobertos por agentes da agência do governo especializada no combate ao tráfico de seres humanos, e três pessoas estão sob custódia das autoridades.

Aliado de Donald Trump, o governador republicano do Texas, Greg Abbott, culpou o presidente democrata Joe Biden pela tragédia.

"Essas mortes são suas, são o resultado de sua política mortal de fronteiras abertas", afirmou Abbott, que já estava no centro do furacão por conta do tiroteio que fez 21 vítimas em uma escola primária de Uvalde.

A tragédia de San Antonio é uma das piores da história recente dos EUA envolvendo migrantes. Em 2003, 19 pessoas foram encontradas mortas em um caminhão no Texas, após o motorista, que pedira US$ 7,5 mil por indivíduo, não ter ligado o ar condicionado, fazendo com que a temperatura no compartimento de carga do veículo superasse os 70ºC.

Papa

Por meio de uma mensagem no Twitter, o papa Francisco expressou sua "dor" por conta das tragédias com migrantes no Texas e no exclave espanhol de Melilla, no norte da África.

"Rezemos juntos por estes nossos irmãos mortos enquanto seguiam a esperança de uma vida melhor; e, por nós, para que o Senhor nos abra o coração e essas desgraças não aconteçam mais", escreveu o pontífice.

O desastre de Melilla ocorreu na última sexta (24), quando 18 migrantes morreram ao tentar cruzar a fronteira entre o Marrocos e o exclave espanhol, que é altamente fortificado. (ANSA)

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