Israel faz ataque contra Faixa de Gaza e grupo palestino fala em guerra

Alvos israelenses seriam bases do grupo Jihad Islâmica

Prédio teria escritório do grupo Jihad Islâmica na Faixa de Gaza
Prédio teria escritório do grupo Jihad Islâmica na Faixa de Gaza (foto: MAHMUD HAMS / AFP)
14:03, 05 AgoTEL AVIV ZGT

(ANSA) - O governo de Israel está fazendo uma operação militar contra "diversos objetivos" do grupo palestino Jihad Islâmica na Faixa de Gaza nesta sexta-feira (5), informou um porta-voz do exército à imprensa local. 

A mídia palestina e o Ministério da Saúde local afirmam que há sete mortos e 40 feridos nas ações. Entre as vítimas, estão dois membros do grupo: Tayasir Jabari, comandante do grupo no norte da Faixa, e Salame Abed, e uma criança de cinco anos. Já o exército israelense fala em 15 mortos, todos da Jihad.

Até o momento, os militares informaram que a operação se chama "Breaking Dawn" e que um "alerta especial" também foi emitido para o interior do país. O sistema de defesa aéreo Iron Dome foi ativado para cobrir até 80 quilômetros dentro do território, incluindo as cidades de Tel Aviv e Modin.

Fontes do governo palestino informam que a aviação israelense atingiu um prédio comercial de 10 andares em Bourj Falastin, no centro da cidade. Além disso, também teriam atingido um objetivo em Khan Yunes, ao sul do território, e um posto da ala militar do grupo Jihad Islâmica em Beit Kahya, ao norte.

O prédio em Bourj Falastin teria um escritório do grupo e, no momento da ação, diversos militantes estavam no local. 

O Ministério da Saúde de Gaza proclamou o estado de emergência para toda a Faixa. 

Após os ataques, a Jihad Islâmica afirmou que os israelenses "começaram uma guerra". "O inimigo começou uma guerra contra o nosso povo e nós todos precisaremos nos defender. Não permitiremos que o inimigo continue com suas sistemáticas tentativas de atingir a resistência armada", ressaltou.

A ação militar ocorreu horas depois do ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, enviar uma mensagem aos líderes da Faixa de Gaza em que dizia que a "situação ao sul de Israel está tensa" e que o país "não quer buscar um conflito, mas não hesitará em defender nossos cidadãos se necessário".

A reclamação formal ocorre após dias de ameaças de ataques feitas por membros da Jihad Islâmica contra cidadãos e autoridades israelenses. A intensificação nas promessas de atentados vieram após Israel prender Bassam a-Saadi, chefe da Jihad Islâmica na Cisjordânia.

"Aos nossos inimigos, em particular aos líderes do Hamas e da Jihad Islâmica, quero dizer que o tempo acabou. Essa ameaça será removida de um jeito ou de outro", acrescentou Gantz, que acusou os dois grupos de fazerem com que a população da Faixa de Gaza "seja refém" por conta dos seus sofrimentos.

Na tentativa de evitar uma escalada violenta novamente entre os dois lados, o Egito já está tentando mediar a crise e está em contato tanto com o governo de Israel como com os líderes da Jihad Islâmica.

Novos ataques

Após uma pausa de algumas horas, Israel voltou a atacar bases do grupo Jihad Islâmica na Faixa de Gaza.

Segundo os militares, foram atingidas "seis bases" do grupo e "um certo número de operadores da organização foram neutralizados nos ataques". (ANSA).
   

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