IOR atuou sem autorização por 40 anos, diz Procuradoria

Ex-diretores do Banco do Vaticano podem ser processados

Segundo Procuradoria de Roma, IOR atuou mais de 40 anos sem autorização
Segundo Procuradoria de Roma, IOR atuou mais de 40 anos sem autorização (foto: EPA)
14:28, 04 NovROMA ZGT

(ANSA) - A Procuradoria de Roma informou nesta quarta-feira (04) que o Instituto para as Obras da Religião (IOR), também conhecido como Banco do Vaticano, atuou por 40 anos na Itália sem autorização.

 

 

A notícia vem com a divulgação do fim das investigações dos procuradores sobre a conduta do ex-diretor-geral Paolo Cipriani e de seu então vice, Massimo Tullo. A irregularidade teria sido constatada até o fim de 2011 e ambos os gestores podem ser processados pelo ato. Seus predecessores, no entanto, não correm o risco de serem punidos porque o crime já prescreveu.

 

 

Segundo o procurador Stefano Rocco Fava, eles devem ser enquadrados por atividades não autorizadas para angariar fundos, atividade bancária ilegal e atividade financeira ilegal.

 

 

No relatório produzido pela Procuradoria, ficou comprovado que o IOR desenvolveu ações como se fosse um banco até o momento em que o Bankitalia, o Banco Central italiano, impôs a esse tipo de instituição o mesmo tratamento dado aos bancos extracomunitários europeus.

 

 

O Banco do Vaticano, segundo a investigação, teria agido através de contas abertas em 11 instituições de créditos. Após o controle maior do Bankitalia, o IOR transferiu grande parte de suas atividades financeiras para a Alemanha.

 


Outras investigações

 

 

Essa investigação da Procuradoria de Roma não tem ligação com as averiguações da própria Santa Sé para o órgão. Em dezembro do ano passado, o promotor de Justiça do Tribunal do Vaticano abriu um inquérito contra outro ex-presidente e um ex-diretor-geral da instituição. Angelo Caloia e Lelio Scaletti são suspeitos de terem cometido peculato em operações imobiliárias ocorridas entre 2001 e 2008.

 

 

Desde que o papa Francisco assumiu seu Pontificado, ele vem executando mudanças na estrutura das entidades da Igreja Católica e,a partir de junho do ano passado, houve uma série de afastamentos de religiosos de seus cargos no Banco. http://www.papafrancesconewsapp.com/por (ANSA)

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