Vaticano quer fechar caso de vazamento antes de Jubileu

Documentos financeiros da Santa Sé foram violados

Livros que foram inspirados no vazamento de documentos secretos do Vaticano
Livros que foram inspirados no vazamento de documentos secretos do Vaticano (foto: ANSA)
10:18, 10 NovCIDADE DO VATICANO ZBF

(ANSA) - O Vaticano pretende encerrar as investigações sobre o roubo e a divulgação de documentos secretos até o dia 8 de dezembro, quando começa o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, convocado pelo papa Francisco e considerado um dos principais eventos da Igreja Católica, disseram à ANSA fontes locais nesta segunda-feira (9).

 

Até o momento, as investigações estão restritas à audição de pessoas envolvidas no episódio e possíveis testemunhas, mas o Pontífice tem sido constantemente informado sobre o andamento do caso.

 

No último domingo (8), o Papa fez pela primeira vez uma menção explícita ao escândalo de vazamento, que tem sido chamado de "Vatileaks 2", já que, em 2012, o Vaticano foi alvo de outro caso parecido, envolvendo a divulgação de cartas do papa Bento XVI pelo mordomo Paolo Gabriele.

 

Em seu discurso do Ângelus, na Praça São Pedro, Francisco afirmou que "roubar documentos é um ato deplorável". Os textos vazados desta vez foram usados como base para os livros "Avarizia", do jornalista Emiliano Fitipaldi, que fala sobre os patrimônios da Igreja Católica, e para "Via Crucis", de Gianluigi Nuzzi, que conta a resistência enfrentada pelo Papa para reformar os organismos financeiros da Santa Sé.

 

Na semana passada, o monsenhor espanhol Lucio Vallejo Balda foi preso sob suspeita de participar do escândalo, junto com a italiana Francesca Immacolata Chaouqui, que, por sua vez, foi liberada pela polícia por colaborar com as investigações.

 

A hipótese é de que a dupla, que era membro da Comissão de Estudo sobre Atividades Econômicas e Administrativas, órgão criado pelo Papa para analisar a situação patrimonial da Santa Sé em vista de reformas financeiras, teria vazado alguns documentos segredos. Além disso, o computador do revisor de contas da Santa Sé, Libero Milone, fora violado em outubro. (ANSA)

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