Vaticano abre investigação por vazamento de documentos

Texto refere-se à movimentação financeira da Apsa

Vaticano abriu investigação interna por vazamento de dados da Apsa. Crimes teriam acontecido antes de reforma de Francisco. (foto: ANSA)
12:52, 11 NovCIDADE DO VATICANO ZGT

(ANSA) - O Vaticano abriu uma investigação interna para apurar o vazamento de documentos da Administração do Patrimônio da Sede Apostólica (Apsa), informou o porta-voz da Igreja, padre Federico Lombardi, nesta quarta-feira (11).

 

 

"As autoridades judiciais vaticanas abriram uma investigação sobre a difusão desses documentos. Nos últimos dias, apareceram matérias que referem-se de maneira parcial e imprecisa sobre o conteúdo de um documento confidencial, teorizando que, no passado, a Apsa tenha sido instrumentalizada para uma atividade financeira ilícita", afirmou Lombardi.

 

 

O religioso ainda ressaltou que a Santa Sé "sempre colaborou" com os órgãos competentes em qualquer suspeita de ilegalidade e que "continua a desenvolver as próprias atividades em respeito às normas vigentes".

 

 

O anúncio da Igreja vem seis dias depois da Promotoria de Justiça do Vaticano interrogar o banqueiro Gianpietro Nattino, presidente da Banca Finnat Euroamerica, sobre operações de compra e venda de títulos e demais transações no órgão.

 

 

Diversas matérias de jornais italianos apontam que a Apsa teria sido usada para a lavagem de dinheiro antes das reformas instauradas pelo papa Francisco para os órgãos financeiros da Igreja. De acordo com a denúncia do jornal "La Reppublica", os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2000 e 2011.

 

 

Esse é o segundo vazamento de informações da Santa Sé neste mês. O primeiro levou à prisão do monsenhor espanhol Angel Vallejo Balda e da laica Francesca Immacolata Chaouqui. Eles teriam repassado documentos sigilosos da Comissão de Estudos sobre as Atividades Econômicas da Santa Sé (Cosea) para jornalistas italianos que, de posse dessas informações, publicaram dois livros sobre os gastos inadequados de religiosos.

 

 

Propaganda Fide se defende

 

 

A Congregação para a Evangelização dos Povos, também conhecida como Propaganda Fide, se defendeu das acusações da mídia italiana de ter superfaturado o aluguel de imóveis para a entidade, informou a agência de notícias Fides.

 

 

"A totalidade dos imóveis de propriedade da Congregação, doados para as Missões, são alugados a preço de mercado. Porém, há exceções por motivos de indigência", informou o órgão em nota.

 

 

Segundo a Propaganda Fide, a renda proveniente desses aluguéis é "destinada, principalmente, à manutenção da Congregação, da Universidade Pontifícia Urbaniana, ao Colégio Pontifício Urbano, às instituições missionárias e às jovens igrejas dos territórios de missões". Eles ainda confirmaram o pagamento de taxas ao governo italiano no valor de 2,1 milhões de euros à Prefeitura de Roma. http://www.papafrancesconewsapp.com/por (ANSA)

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