Cardeal Pietro Parolin será testemunha no 'Vatileaks 2'

Pedido foi feito por uma das acusadas por vazar informações

Acusados no Vaticano solicitaram presença de série de testemunhas, entre elas, o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin
Acusados no Vaticano solicitaram presença de série de testemunhas, entre elas, o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin (foto: ANSA)
20:03, 08 DezCIDADE DO VATICANO ZGT

(ANSA) - Durante a terceira audiência do processo "Vatileaks 2", que investiga o vazamento de documentos sigilosos do Vaticano, o Tribunal aceitou os pedidos da defesa e incluiu uma série de testemunhas para a próxima sessão - ainda sem data definida.

 

A presença do secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, do presidente do Instituto para as Obras da Religião (IOR), cardeal Santos Abril y Castelló, do líder da Esmolaria vaticana, monsenhor Konrad Krajewski, do bispo auxiliar da diocese de Roma, monsenhor Paolo Lojudice, da médica Lucia Ercoli (que participa de uma comissão na cidade-Estado) e do padre Vittorio Trani, que está na entidade Arca Onlus, foi solicitada pela ex-funcionária do Vaticano Francesca Immacolata Chaouqui nesta segunda-feira (07).

 

Já o monsenhor espanhol Lucio Ángel Vallejo Balda pediu o testemunho de Mario Benotti, investigado por crimes fiscais pela Procuradoria de Terni e de Roma. Outro ex-funcionário do Vaticano Nicola Maio solicitou a presença do monsenhor Alfredo Abbondi, que lidera a Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé.

 

Os três eram membros da Comissão sobre as Atividades Econômicas (Cosea) e são acusados de vazar documentos desse comitê, que era temporário, por não terem sido escolhidos pelo papa Francisco para entrar nos órgãos financeiros da Igreja Católica. Eles também entregaram os documentos sobre os gastos de alguns cardeais para dois jornalistas italianos Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, que publicaram livros sobre essas despesas "supérfluas" da entidade.

 

Por sua vez, Nuzzi solicitou a presença no Tribunal do também jornalista Paolo Mieli, editor da RCS que publicou seu livro, de Paolo Mondani, repórter da emissora estatal italiana "RAI", e de Marco Bernardi e Paola Brazzale, ligados à editora. Fittipaldi optou por não levar nenhuma testemunha.

 

Ao fim da audiência, a advogada de Chaouqui, Laura Sgrò, comemorou o fato dos juízes "terem aceitado todas as testemunhas solicitadas" por sua cliente e por terem permitido "a realização de algumas perícias". A representante destacou que o julgamento em si dos acusados ainda não começou e que até o momento "está-se discutindo a jurisprudência do caso".(ANSA)

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