'Vatileaks 2' é retomado com análise de dados da perícia

Material foi apresentado em audiência à portas fechadas

Jornalistas Nuzzi e Fittipaldi são investigados por publicar livros com documentos vazados do Vaticano
Jornalistas Nuzzi e Fittipaldi são investigados por publicar livros com documentos vazados do Vaticano (foto: ANSA)
13:57, 13 MarCIDADE DO VATICANO ZGT

(ANSA) - Durou pouco mais de uma hora a audiência deste sábado (12) que retomou o processo sobre o novo vazamento de dados sigilosos da Igreja Católica, em um caso que ficou conhecido como "Vatileaks 2". Há três meses, o processo estava parada pelo pedido de análise de uma série de provas.

 

Realizada à portas fechadas, a audiência apresentou os dados de uma perícia técnica realizada nos celulares e computadores que pertenciam à então funcionária da Santa Sé, Francesca Immacolata Chaouqui, e ao monsenhor espanhol Lucio Ángel Vallejo Balda. Os dois eram da Comissão de Estudos sobre as Atividades Econômicas do Vaticano (Cosea), órgão criado temporariamente pelo papa Francisco para monitorar as contas da Igreja Católica.

 

Os principais acusados do vazamento saíram sem dar declarações à imprensa, mas segundo fontes contaram à ANSA, o padre espanhol perdeu o "benefício" da prisão domiciliar e voltou a ser preso preventivamente na Gendarmaria Vaticana. Segundo essas fontes, Balda estava tentando "contaminar" as provas do processo e violou a proibição de se comunicar com pessoas externas ao Colégio Penitenciário, onde cumpria pena.

 

Além dos dois, estão sendo investigados o assistente do padre espanhol, Luca Maio, e os jornalistas Gianluigi Nuzzi e Emiliano Fittipaldi, que publicaram dois livros com as informações vazadas.

 

"Nestes três meses, aconteceram coisas importantes: no meu livro, escrevi que o [cardeal Tarcisio] Bertone havia recebido 200 mil euros do [hospital] Menino Jesus para a reforma de seu apartamento e agora ele devolveu 150 mil; escrevi que o [cardeal George] Pell estava com sérios problemas por um suposto encobertamento de padres pedófilos e agora ele pediu desculpas por não ter feito o suficiente. Enfim, escrevi sobre os elevados e injustificados custos para a beatificação e, há dois dias, o Papa emitiu um documento em que revisa as normas para impedir despesas desnecessárias para a causa", afirmou Fittipaldi que escreveu o livro "Avarizia" ("Avareza").

 

Agora, as audiências e os interrogatórios serão retomados na próxima segunda-feira (14).(ANSA)

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