Papa traz refugiados para Itália após visita a Lesbos

O grupo ficará hospedado na Comunida de Santo Egídio, em Roma

Papa traz refugiados para Itália após visita a Lesbos (foto: ANSA)
15:23, 17 AbrROMA ZSG

(ANSA) - O Vaticano confirmou que o papa Francisco trouxe de Lesbos, ilha grega que é porta de entrada de imigrantes na Europa, 12 refugiados sírios para Itália a bordo do avião que o levou de volta a Roma.
   
O grupo ficará hospedado na Comunidade de Santo Egídio, na capital italiana.
   


   
Segundo fontes do Vaticano, Francisco quis "fazer um gesto de hospitalidade, de respeito aos refugiados, levando a Roma, em seu próprio avião, três famílias de imigrantes da Síria, 12 pessoas no total, das quais seis são crianças".
   
O porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, lembrou que todos ele são muçulmanos e serão mantidas pelo Vaticano.
   
É "ilusório pensar que o problema dos imigrantes será resolvido levantando barreiras", disse Francisco durante visita a Lesbos, acrescentando que os muros "criam divisões ao invés de ajudar o verdadeiro progresso dos povos".
   

   
O Pontífice também recordou que "muito refugiados que se encontram na ilha e em outras partes da Grécia" a espera de entrar em países mais ricos da Europa, estão "vivendo em condições críticas, em clima de ansiedade, às vezes de desespero pelos problemas materiais e a incerteza do futuro".
   
Durante a viagem, que tinha como objetivo mostrar o apoio do Papa aos refugiados, muitos imigrantes ficaram de joelhos e choraram de emoção diante da presença do religioso. Desde o ano passado, a Europa enfrenta o maior fluxo de deslocamento forçado de pessoas desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
   
A visita a um campo de refugiados em Lesbos foi realizada junto aos líderes religiosos ortodoxos, o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, e o arcebispo de Atenas, Jerônimo II. Eles assinaram uma declaração conjunta onde, renovando um chamado à comunidade internacional, pediram soluções para a crise imigratória e os conflitos em curso no Oriente Médio, a defesa dos menores e o fim do tráfico de pessoas, que causa milhares de vítimas todos os anos.
   
Na Grécia, Francisco também foi recebido pelo premiê Alexis Tsipras. (ANSA)

 

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