Vaticano faz reunião ecumênica sobre xenofobia e populismo

Iniciativa preparará evento mundial sobre tema em 2018

Vaticano faz reunião ecumênica sobre xenofobia e populismo
Vaticano faz reunião ecumênica sobre xenofobia e populismo (foto: ANSA)
14:15, 13 DezCIDADE DO VATICANO Por Fausto Gasparroni

(ANSA) - Pela primeira vez, o Vaticano está sediando um encontro ecumênico de estudos sobre os fenômenos da xenofobia e do populismo no mundo.

A reunião, iniciada nesta quarta-feira (13), segue até o dia 15.

Convencidos do papel fundamental que as igrejas podem desenvolver na missão de promover um sociedade humana mais justa e mais saudável, o Conselho Mundial das Igrejas e o Dicastério Vaticano pelo Desenvolvimento Humano Integral , em colaboração com o Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, estão empenhados em abrigar um simpósio que reunirá líderes ecumênicos e especialistas do mundo todo.

Na pauta, está a reflexão e os estudos sobre o atual fenômeno da xenofobia e do populismo na sociedade, especialmente, em referência à crise migratória e dos refugiados em nível mundial.

Na ótica de organizar uma conferência mundial sobre o mesmo tema, com uma maior participação em maio de 2018, esse encontro quer explorar sobre quais as formas que as igrejas podem dar sua contribuição na liderança para enfrentar de maneira proativa o crescente medo e encontrar respostas construtivas modeladas pela espiritualidade e das tradições cristãs de respeito dos direitos e da dignidade humana.

"O medo ou o ódio por qualquer coisa diferente, estranho, alienígena, ou seja, algo que é percebido como outro, está penetrando em todos os setores da sociedade: social, cultural, político e espiritual. Permeia a mídia e a influencia as políticas e as opiniões públicas, ameaçando assim os valores humanos e morais da sociedade", diz em nota a organização do evento.

As Nações Unidas recentemente caracterizaram as reações da sociedade à crise migratória global e dos refugiados como um dos efeitos do medo "tóxico" radicado na xenofobia e encorajada por políticas populistas.

No contexto da complexa crise global, as igrejas acreditam que não podem permanecer silenciosas ou indiferentes, "mas devem ser conscientes de seu papel missionário e moral para buscar maneiras reais e construtivas par enfrentar a xenofobia e o populismo". (ANSA)

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