Vaticano pede atenção aos idosos e diz que solidão mata

Mensagem revela impacto do coronavírus na vida dos mais velhos

Casal de idosos passeando nas ruas da Itália
Casal de idosos passeando nas ruas da Itália (foto: Ansa)
17:18, 07 AbrCIDADE DO VATICANO ZCC

(ANSA) - O Vaticano divulgou nesta terça-feira (7) uma mensagem sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) na vida dos idosos, alertando que a "solidão" também os matam.

"A geração dos nossos idosos, nestes dias - difíceis para todos - está a pagar o preço mais alto da pandemia de Covid-19. As estatísticas mostram que, na Itália, mais de 80% das pessoas que perderam a vida tinham mais de 70 anos", afirmou o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

O texto, intitulado "Idosos: na solidão, o coronavírus mata mais", faz referência a todos os que se encontram "frágeis e desorientados".

"Se é verdade que o coronavírus é mais letal quando encontra um corpo debilitado, em muitos casos a patologia anterior é a solidão. Não é por acaso que estamos testemunhando a morte, em proporções e modalidades terríveis, de muitas pessoas que vivem longe das suas famílias, em condições de solidão verdadeiramente debilitantes e desanimadoras", adverte a instituição religiosa.

O documento também pede para as pessoas não deixarem os idosos sozinhos, porque "na solidão o coronavírus mata mais".

O Dicastério denuncia a "condição de abandono" em que os idosos se encontram, ressaltando que "ligações, mensagens de vídeo ou de voz ou, mais tradicionalmente, cartas endereçadas a quem está sozinho podem salvar vidas".

"A gravidade do momento exige que todos façamos mais. Como indivíduos e como Igrejas locais, podemos fazer muito pelos idosos: rezar por eles, curar a doença da solidão, ativar redes de solidariedade e muito mais", explica a Santa Sé.

O texto ainda dedica uma mensagem especial aos lares e residências, onde chegam "notícias terríveis". "A concentração no mesmo local de tantas pessoas frágeis e a dificuldade de encontrar os dispositivos de proteção criaram situações muito difíceis de administrar, apesar da abnegação e, em alguns casos, o sacrifício da equipe dedicada à assistência", complementa.

Por fim, o Vaticano revela que esta crise provoca "um abandono assistencial e terapêutico que vem de longe" e reafirma que salvar a vida dos idosos "é uma prioridade, tanto quanto salvar qualquer outra pessoa". (ANSA)

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