China doa materiais sanitários ao Vaticano

Países deram mais um sinal de reaproximação

Bandeira da China durante audiência do Papa no Vaticano, em novembro de 2017
Bandeira da China durante audiência do Papa no Vaticano, em novembro de 2017 (foto: ANSA)
10:23, 09 AbrCIDADE DO VATICANO ZLR

(ANSA) - A China enviou materiais sanitários ao Vaticano, em mais um sinal de reaproximação entre dois países que não têm relações diplomáticas formais desde 1951.

Segundo o porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni, os equipamentos foram enviados por meio da Sociedade da Cruz Vermelha da China e de uma fundação beneficente, a Hebei Jinde Charities, ligada ao catolicismo local.

"Chegaram à Farmácia Vaticana doações de equipamentos sanitários, que são expressão da solidariedade do povo chinês e das comunidades católicas com aqueles que estão empenhados no socorro às pessoas atingidas pela Covid-19 e na prevenção da epidemia", disse Bruni.

Segundo o porta-voz, a Santa Sé "aprecia o gesto generoso" e "exprime seu reconhecimento". Até o momento, o Vaticano contabiliza oito casos do novo coronavírus, enquanto a China tem cerca de 83 mil.

Os dois países romperam relações diplomáticas em 1951, quando a Santa Sé reconheceu a independência de Taiwan, que ainda é visto pela China como parte de seu território e uma "província rebelde".

Durante décadas, os cerca de 12 milhões de católicos chineses viveram divididos entre uma conferência de bispos escolhida pelo Partido Comunista e um braço da Igreja Apostólica Romana que atuava na clandestinidade.

Em 2018, no entanto, os dois lados assinaram um acordo para permitir que o Vaticano voltasse a ter papel ativo na nomeação de bispos na China, que até então eram escolhidos à revelia do Papa. Apesar disso, padres e bispos no país ainda são obrigados a se alinhar com a igreja oficial. (ANSA)

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