Papa retoma celebrações sem público e defende regras anti-Covid

Francisco também recordou das vítimas do terrorismo

Francisco também recordou das vítimas do terrorismo
Francisco também recordou das vítimas do terrorismo (foto: ANSA)
07:34, 04 NovCIDADE DO VATICANO ZCC

(ANSA) - O papa Francisco voltou a realizar suas audiências por streaming e sem a presença de fiéis, nesta quarta-feira (4), para tentar evitar o avanço da segunda onda do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A celebração aconteceu na Biblioteca do Palazzo Apostolico, assim como ocorreu entre março e setembro. "Infelizmente tivemos que voltar a esta audiência na Biblioteca, e isto é para nos defender das infecções por Covid", afirmou.

O Pontífice aproveitou o momento para defender todas as medidas de proteção contra a Covid-19 impostas pelas autoridades sanitárias.

"Isso também nos ensina que devemos estar muito atentos às prescrições das autoridades, sejam elas políticas ou sanitárias, para nos defendermos desta pandemia", ressaltou.

Francisco ofereceu "ao Senhor" a distância entre os fiéis para "o bem de todos". "Pensamos muito nos enfermos, nos que já entram como 'resíduos', e pensamos nos médicos, enfermeiros, enfermeiras, voluntários, a tantas pessoas que trabalham com os doentes neste momento, que arriscam a vida, mas o fazem por amor".

"A sua vocação é o amor ao próximo", concluiu.

Na homilia, Jorge Bergoglio também defendeu que a "oração tem o poder de transformar em bem o que de outra forma seria uma condenação na vida; tem o poder de abrir um grande horizonte à mente e de alargar o coração".

Além disso, o religioso enfatizou que a oração perseverante produz uma transformação progressiva e fortalece nos tempos de tribulação.

Segundo Francisco, a "oração é antes de tudo escutar e encontrar Deus". "As provações da vida se transformam em oportunidades de crescer na fé e na caridade".

Para ele, cada pessoa necessita de um espaço para si, onde possa cultivar a sua própria vida interior, principalmente porque muita gente tem se tornado superficial, agitada, ansiosa e foge da realidade e também de si próprio.

"Às vezes nós, seres humanos, acreditamos que somos donos de tudo, ou, pelo contrário, perdemos toda a autoestima. Vamos para um lado ou para o outro. A oração nos ajuda a encontrar a dimensão certa na relação com Deus", finalizou.

Terrorismo -

Durante a audiência, com o tema "Jesus Mestre da Oração", o Papa ainda lembrou das "vítimas indefesas do terrorismo cuja exacerbação da crueldade se espalha pela Europa".

"Penso em particular no grave atentado dos últimos dias em Nice, num local de culto, e de nas ruas de Viena, que causou consternação e censura à população e aos que se preocupam com a paz e o diálogo", afirmou.

Por fim, o argentino rezou "pelas pessoas tragicamente desaparecidas e expressou sua proximidade espiritual às suas famílias e a todos que sofrem por estes acontecimentos deploráveis, que procuram comprometer com a violência e o ódio a colaboração fraterna entre as religiões".  (ANSA)

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