Papa nomeia freira como subsecretária do Sínodo pela 1ª vez

A nomeação foi divulgada pela Sala de Imprensa do Vaticano

A nomeação foi divulgada pela Sala de Imprensa do Vaticano
A nomeação foi divulgada pela Sala de Imprensa do Vaticano (foto: Ansa)
15:43, 06 FevVATICANO ZCC

(ANSA) - Com uma decisão inédita, o Papa Francisco nomeou uma mulher como subsecretária do Sínodo dos Bispos. A escolhida é a freira Nathalie Becquart, das Vocações da Conferência dos Bispos de França, que será acompanhada no cargo pelo padre Luis Marín de San Martín, da ordem de Santo Agostinho.

A nomeação foi divulgada neste sábado (6) pela Sala de Imprensa do Vaticano e representa uma abertura do Pontífice a uma maior participação das mulheres na vida da Igreja.

Para o cardeal Mario Gregh, secretário-geral do Sínodo, a decisão "é um passo importante para fortalecer o secretariado geral, além de dar um impulso ao compromisso por uma Igreja sinodal e missionária".

A indicação também representa um avanço no debate sobre o papel feminino na Igreja, incluindo a possibilidade do direito de voto nas Assembleias Sinodais.

"A nomeação ajuda-nos a recordar de forma concreta que nas viagens sinodais a voz do povo de Deus tem um lugar especifico e que é fundamental encontrar caminhos e promover uma participação efetiva de todos os batizados", afirmou Grech. "Veremos que outros passos podem ser dados no futuro".

Há vários anos as mulheres católicas fazem apelos para uma maior participação no Sínodo, nas assembleias dos bispos e também a concessão do direito de voto.

Nascida em 1969 em Fontainebleau, na França, a freira foi muito ativa, desde 2016, na preparação do Sínodo da Juventude, como coordenadora geral do pré-sínodo e depois como auditora. Em maio de 2019, ela foi nomeada consultora da Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos.

Já o padre Luis Marín de San Martín nasceu em 21 de agosto de 1961 em Madrid, na Espanha. O religioso é arquivista-geral da Ordem, assistente-geral da Agostinianos e presidente do Institutum Spiritualitatis Augustinianae.

"O padre Luis Marín de San Martín tem grande experiência no acompanhamento dos processos de tomada de decisão comunitária, e seu conhecimento do Concílio Vaticano II será enorme para ter sempre presente as raízes do caminho sinodal", finalizou Grech.   (ANSA)

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