Papa Francisco faz apelo por Itália unida ao enfrentar crises

Itália vive incertezas sobre novo governo em meio a pandemia

Papa fez celebração com corpo diplomático no Vaticano
Papa fez celebração com corpo diplomático no Vaticano (foto: ANSA)
17:21, 08 FevCIDADE DO VATICANO ZCC

(ANSA) - Em seu tradicional discurso anual com o corpo diplomático no Vaticano, o papa Francisco fez um apelo para a população da Itália se manter unida, mesmo em meio a uma crise política e à pandemia do coronavírus Sars-CoV-2.

Ao citar Dante Alighieri, "que lembramos o sétimo centenário da sua morte neste ano", o Pontífice pediu para os italianos "não desanimarem com as dificuldades atuais, mas sim trabalharem em conjunto para construir uma sociedade na qual ninguém seja descartado ou esquecido".

A Itália foi o primeiro país na Europa a ser atingido pela pandemia de Covid-19 e atualmente é o segundo com mais mortes, atrás apenas do Reino Unido. Ao todo, são 91.580 vítimas e 2.644.707 casos desde o início da circulação do vírus.

Segundo o argentino, é preciso não perder tempo durante o ano de 2021 e saber colaborar com "generosidade e empenho". "Considero que a fraternidade é o verdadeiro remédio para a pandemia e os tantos males que nos atingiram. Fraternidade e esperança. São como os remédios de que o mundo precisa hoje, como as vacinas", disse o Papa.

Além da emergência sanitária, o país europeu enfrenta uma crise política após a renúncia do primeiro-ministro Giuseppe Conte, depois da saída do partido Itália Viva (IV), do ex-premiê Matteo Renzi, da base aliada do governo por divergências sobre o uso do fundo de recuperação da UE.

Durante a celebração, porém, Francisco citou o plano de fundos europeu e indicou que a Europa está fazendo um modelo para enfrentar a crise humana, social e econômica gerada pela pandemia.

"Iniciativas comuns e compartilhadas também são necessárias em nível internacional, especialmente em apoio ao emprego e proteção das camadas mais pobres da população. Nesta perspectiva, considero significativo o empenho da União Europeia e dos seus Estados-membros que, apesar das dificuldades, têm conseguido mostrar que podemos trabalhar arduamente para chegar a compromissos satisfatórios em benefício de todos os cidadãos", concluiu. (ANSA)

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