Museus do Papa voltam a fechar as portas por pandemia de Covid

É o terceiro fechamento em pouco mais de um ano

Museus vaticanos só serão reabertos quando a região de Lazio voltar à fase amarela (foto: AFP)
14:15, 16 MarCIDADE DO VATICANO ZGT

(ANSA) - Pela terceira vez em pouco mais de um ano, os museus do Vaticano e as Vilas Pontifícias foram fechados nesta segunda-feira (15) por conta da pandemia de Covid-19.

A medida foi tomada por respeito às regras sanitárias impostas pelo governo italiano na região de Lazio, onde a cidade-Estado está localizada geograficamente.

"Caros visitantes. Em coordenação com as medidas impostas pelas autoridades do governo da República Italiana em resposta à emergência sanitária, nós informamos que a partir de segunda-feira 15 de março de 2021, os museus vaticanos vão ser fechados ao público", diz a nota, que garante ainda que os ingressos comprados antecipadamente terão seus valores estornados aos visitantes.

A partir dessa segunda-feira, mais de 70% da população italiana entrou na fase mais restritiva do sistema de faixas por cores de acordo com os dados epidemiológicos. São 11 regiões e províncias autônomas na faixa vermelha, que é semelhante ao lockdown visto no início do ano passado, com poucas exceções.

A reabertura dos espaços culturais será permitida apenas quando a região de Lazio voltar à faixa amarela, a segunda menos restritiva.

A Itália vem registrando uma alta constante nas mortes e casos por coronavírus Sars-CoV-2 desde janeiro e tem mais de 3,2 milhões de casos da doença confirmados e 103 mil mortes.

Os "Museus do Papa" fecharam pela primeira vez em 8 de março de 2020 e reabriram 1º de junho, com as aberturas graduais por conta de uma diminuição nos dados sanitários. Depois, no dia 5 de novembro, com a piora nos índices, os pontos turísticos voltaram a ser fechados e só foram reabertos em 1º de fevereiro de 2021.

Este último período de fechamento, de 88 dias, é o maior desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Mesmo durante os momentos em que foram reabertos, os museus e as vilas só permitiam a entrada de quem fazia o agendamento e a compra antecipada de ingressos e os visitantes precisavam usar máscaras de proteção e manter o distanciamento social. (ANSA).

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