Vaticano adverte bispos dos EUA a não negarem comunhão a Biden

Presidente é criticado por posições pró-aborto

Papa Francisco e Joe Biden durante encontro em abril de 2016, quando o democrata era vice-presidente
Papa Francisco e Joe Biden durante encontro em abril de 2016, quando o democrata era vice-presidente (foto: ANSA)
14:13, 15 JunWASHINGTON ZLR

(ANSA) - O Vaticano advertiu os bispos conservadores dos Estados Unidos que abdiquem de suas pressões para a Igreja Católica no país negar a comunhão ao presidente Joe Biden.

O aviso, revelado pelo jornal The New York Times, chega em meio aos rumores de que o clero conservador quer fazer a Conferência Episcopal dos EUA rechaçar um dos principais sacramentos da Igreja ao democrata, que é católico praticante, por causa de suas posições pró-aborto.

Apesar da advertência, esses grupos desejam colocar o tema em votação em uma conferência virtual que começa nesta quarta-feira (16). De acordo com o NYT, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Luis Ladaria, escreveu uma carta aos bispos americanos alertando que votar essa questão pode abrir uma "fonte de discórdia" na Igreja dos EUA.

A "cruzada" dos bispos conservadores é alinhada com o ex-presidente Donald Trump, mas também é símbolo da disputa por poder no catolicismo.

O presidente da Conferência Episcopal dos EUA, José Horacio Gómez, ainda não foi promovido a cardeal pelo papa Francisco, que enfrenta forte oposição do clero conservador americano - o cardeal Raymond Burke, expoente da Igreja nos EUA, já chegou a insinuar que Jorge Bergoglio é herege por causa de sua decisão de permitir a comunhão para divorciados.

"A preocupação do Vaticano é não usar o acesso à eucaristia como arma política", disse ao NYT o diretor da revista italiana La Civiltà Cattolica, Antonio Spadaro, padre jesuíta muito próximo ao Papa. (ANSA)

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