Papa envia carta de apoio a padre que defende comunidade LGBT

Mensagem de Pontífice foi destinada ao americano James Martin

Mensagem de Pontífice foi destinada ao americano James Martin
Mensagem de Pontífice foi destinada ao americano James Martin (foto: ANSA)
16:57, 28 JunROMA ZCC

(ANSA) - O papa Francisco enviou uma carta para o padre jesuíta americano James Martin para agradecê-lo por seu trabalho pastoral com a comunidade LGBTQIA+, por ocasião do webinar "Outreach 2021", realizado em apoio à causa.

"Deus se aproxima com amor de cada um de seus filhos, de cada um e de todos eles. Seu coração está aberto a todos e a cada um deles. Ele é Pai", diz o Pontífice no texto em espanhol.

Na carta, publicada neste domingo (27) no Twitter de Martin, Francisco agradeceu ao religioso "por seu zelo pastoral e sua capacidade de estar perto das pessoas com aquela proximidade que Jesus tinha e que reflete a proximidade de Deus".

Além disso, Jorge Bergoglio lembrou que Deus "se aproxima com amor de cada um de seus filhos, de cada um e de todos eles. Seu coração está aberto a todos e a cada um deles. Ele é Pai".

"O 'estilo' de Deus tem três traços: proximidade, compaixão e ternura. Esta é a maneira como Ele se aproxima de cada um de nós", escreveu o Papa, ressaltando que Martin "tenta imitar este estilo de Deus".

"Você é um sacerdote para todos e todas, como Deus é Pai de todos e todas. Rezo por você para que possa continuar assim, estando próximo, compassivo e com muita ternura", acrescentou o líder da Igreja Católica.

Martin é duramente criticado pela ala mais conservadora da Igreja, assim como Francisco. A mensagem do Papa é uma forma de distanciar as recentes controvérsias dentro do Vaticano em relação à comunidade LGBTQIA+.

"Rezo por seus fiéis, seus 'paroquianos', todos aqueles que o Senhor colocou ao seu lado para que você possa cuidar deles, protegê-los e fazê-los crescer no amor de nosso Senhor Jesus Cristo", concluiu o Papa.

Nos últimos dias, o Vaticano virou alvo de críticas na Itália após ter enviado uma nota verbal à embaixada italiana na Santa Sé pedindo alterações na "Lei Zan", texto aprovado pela Câmara e que tramita no Senado para equiparar a homofobia e a transfobia ao racismo e à discriminação religiosa no Código Penal.

O argumento usado pelos religiosos é que a lei viola um acordo bilateral de 1984 e compromete a liberdade da Igreja Católica de desempenhar sua "missão pastoral, educativa e de caridade, evangelização e santificação". Além disso, a Santa Sé teme que padres possam ser punidos por expressar opiniões sobre homossexuais.

O papa Francisco, por sua vez, não se pronunciou diretamente sobre o caso, mas aproveitou o Angelus deste domingo (27) para pedir que os fiéis "parem de julgar os outros" e busquem amar mais o próximo. Ele ainda questionou sobre qual seria "a maior doença" da vida atual e ressaltou que "é a falta de amor". (ANSA)

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