Papa Francisco reza pelo Líbano em tumba de São Pedro

Data especial foi convocada por conta da grave situação do país

Papa Francisco fez orações pelo Líbano com líderes religiosos locais (foto: ANSA)
15:00, 01 JulCIDADE DO VATICANO ZGT

(ANSA) - O papa Francisco e os líderes das comunidades cristãs presentes no Líbano se reuniram nesta quinta-feira (1º) no Vaticano para o dia especial de orações para o país asiático, afetado duramente por uma crise política, social e humanitária.

A data começou com uma oração no Altar da Confissão, na Basílica Vaticana, que seguiu para uma reza perante a tumba de São Pedro.

Um a um, os religiosos acenderam uma vela como um símbolo para a paz e a estabilidade do país.

Ao longo de todo dia, foram realizadas sessões de consulta e discussão na Sala Clementina sobre a situação libanesa e uma oração ecumênica para paz, com líderes de igrejas que atuam localmente, será realizada na noite desta quinta.

Durante a cerimônia, Jorge Mario Bergoglio afirmou que “nesses tempos difíceis, queremos afirmar com todas as forças que o Líbano deve continuar a ser um projeto de paz”.

“A sua vocação é aquela de ser uma terra de tolerância e de pluralismo, um oásis de fraternidade onde as religiões e as confissões diferentes se encontram, onde as comunidades diferentes convivem colocando o bem comum à frente das vantagens particulares. É muito essencial que quem detém o poder de coloque finalmente e decisivamente ao verdadeiro serviço da paz e não de seus próprios interesses. Chega de vantagens para uns sobre as peles de muitos”, disse durante uma celebração ecumênica.

O líder católico ainda fez um apelo para que os cidadãos “não percam o ânimo e reencontrem em suas raízes a vossa história de esperança”.

O dia de orações pelo Líbano foi criado no ano passado pelo papa Francisco após a explosão de uma área do porto de Beirute, em 4 de agosto, que provocou a morte de cerca de 220 pessoas e deixou mais de sete mil feridos - além de danos estruturais de mais de US$ 15 bilhões.

Após o incidente, o país ficou sem governo e, após tentativas frustradas, Saad Hariri foi reconduzido ao cargo de primeiro-ministro. Mas, a situação continua instável por conta do sectarismo religioso que existe no poder, com um presidente sempre cristão maronita, o premiê sendo um muçulmano sunita e o chefe do Parlamento é um muçulmano xiita.

Por diversas vezes, o Pontífice mostrou o desejo de visitar o país, mas a pandemia de Covid-19 não permitiu ainda o deslocamento por questões sanitárias.

Dados das Nações Unidas mostram que, apenas em 2020, a taxa de pobreza subiu para 55% no Líbano e a quantidade de pessoas que vivem em pobreza extrema saltou de 8% a 23%. (ANSA).
   

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