Padres eslovacos criticam regras anti-Covid em visita do Papa

Acordo prevê que só vacinados participem de eventos religiosos

Papa irá para a Eslováquia em 12 de setembro e eventos só contarão com pessoas vacinadas
Papa irá para a Eslováquia em 12 de setembro e eventos só contarão com pessoas vacinadas (foto: ANSA)
11:27, 06 AgoROMA ZGT

(ANSA) - Um grupo de padres da Eslováquia está protestando internamente contra as medidas sanitárias anti-Covid impostas para a visita do papa Francisco, que ocorrerá no mês de setembro , informa a mídia católica nesta sexta-feira (6).

Um acordo firmado entre a Conferência Episcopal e o governo de Varsóvia determina que, além das regras de distanciamento e uso de máscaras, apenas vacinados participem dos eventos religiosos que o Pontífice fará no país.

"Aproveitar a visita do Papa para uma campanha de vacinação é imoral", disse um dos padres, Martin Safarik, ressaltando estar "desapontado" com as regras impostas.

No entanto, apesar das críticas, nada deve ser alterado no âmbito sanitário para a visita. O próprio chefe da Igreja é um defensor da vacinação anti-Covid, tendo recebido as duas doses da Pfizer/BioNTech, e é uma voz constante na cobrança para que os países ricos ajudem os mais pobres com a doação de doses.

Segundo dados atualizados nesta sexta-feira pelo portal Our World in Data, a Eslováquia tem 37% da sua população totalmente imunizada contra a doença e outros 4,8% que já receberam a primeira dose.

Jorge Mario Bergoglio chegará na Eslováquia em 12 de setembro, após uma visita a Budapeste, na Hungria. Durante a visita de três dias, ele irá para Bratislava, Sastín-Stráze (onde participará de uma peregrinação), Presov e Kosice. Nesta última, fará um evento com milhares de jovens em um estádio local.

A última vez que o um líder da Igreja Católica visitou o país foi em 2003, ainda com o papa João Paulo II. (ANSA).
   

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