Vaticano diz que espera modificar acordo com China

Renovado em 2020, pacto para nomeação de bispos vence neste ano

Bandeira da China em frente à Basílica de São Pedro, no Vaticano
Bandeira da China em frente à Basílica de São Pedro, no Vaticano (foto: ANSA)
10:29, 13 MaiVATICANO ZLR

(ANSA) - O Vaticano afirmou nesta segunda-feira (11) que espera modificar os termos do histórico acordo com a China para a nomeação de bispos católicos, assinado em 2018 e renovado pela última vez em 2020.

Em entrevista ao portal ACI Stampa, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, disse que está tentando "retomar o diálogo" para tratar da prorrogação do pacto, que vence no próximo mês de outubro.

"Estamos refletindo sobre o que fazer. A Covid não ajudou, já que interrompeu o diálogo em curso. Agora estamos tentando retomar o diálogo de maneira concreta, com encontros que, esperamos, ocorram o quanto antes e nos quais se reflita sobre os resultados do acordo e a eventual necessidade de fazer esclarecimentos ou rever alguns pontos", disse Parolin.

Em seguida, ao ser questionado se espera revisar alguma parte do documento, o secretário de Estado respondeu: "Espero". Os termos exatos do acordo permanecem sob sigilo, mas sabe-se que ele permitiu ao Vaticano recuperar seu papel ativo na nomeação de bispos na China, que até então eram escolhidos à revelia do Papa.

Os dois países romperam relações diplomáticas em 1951, quando a Santa Sé reconheceu a independência de Taiwan, que ainda é visto por Pequim como uma "província rebelde".

Durante décadas, católicos chineses viveram divididos entre uma conferência de bispos escolhida pelo Partido Comunista e um braço da Igreja Apostólica Romana que atuava na clandestinidade.

Até o momento, o pacto já levou à aprovação de seis ordenações episcopais em comum acordo entre Pequim e o Vaticano. (ANSA)

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