Papa se reúne com esposas de combatentes do Batalhão de Azov

Yulya Fedosiuk e Kateryna Prokopenko falam com jornalistas após encontro com Papa
Yulya Fedosiuk e Kateryna Prokopenko falam com jornalistas após encontro com Papa (foto: ANSA)
12:54, 11 MaiVATICANO ZLR

(ANSA) - O papa Francisco se reuniu nesta quarta-feira (11), no Vaticano, com as esposas de dois combatentes do Batalhão de Azov, milícia paramilitar de extrema direita que lidera a resistência ucraniana na siderúrgica Azovstal, em Mariupol.

A indústria é o último bastião da Ucrânia na cidade, que, na prática, já é controlada pelas tropas russas e da autoproclamada república separatista de Donetsk.

Kateryna Prokopenko, esposa do comandante Denys Prokopenko, e Yulya Fedosiuk, mulher de Arseniy Fedosiuk, haviam enviado uma carta ao pontífice e receberam um convite para se encontrar com o líder católico após a audiência geral desta quarta.

Outras duas mulheres também deveriam ter participado do encontro, mas não conseguiram chegar a tempo em Roma. "Foi um momento histórico. Esperamos que isso possa ajudar a salvar nossos maridos e os soldados que estão na Azovstal", declarou Kateryna.

Segundo ela, Francisco prometeu que "fará o possível" para garantir a evacuação dos combatentes entrincheirados na siderúrgica. "Pedimos para ele visitar a Ucrânia e falar com Putin para que vá embora. Sobre isso, ele não respondeu, mas disse que rezará por nós", acrescentou.

O próprio Papa já revelou ter pedido um encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, mas o Kremlin nunca respondeu.

Kateryna e Yulya também contaram que os soldados remanescentes na Azovstal "não têm comida, água, remédios nem tratamentos médicos".

"É uma situação terrível. Até a água dos encanamentos da siderúrgica está acabando. Não podemos ficar só olhando essas notícias terríveis. A cada dia, morrem um ou dois soldados feridos", reforçaram.

O Batalhão de Azov foi formado em 2014, na esteira dos conflitos separatistas em Donetsk e Lugansk, e hoje é exaltado na Ucrânia pela resistência contra a invasão russa em Mariupol. No entanto, a milícia também é alvo de críticas por abrigar elementos neonazistas e é acusada pela Rússia de crimes de guerra no Donbass. (ANSA)

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