Marilyn Monroe sofreu overdose 6 anos antes de morrer, diz livro

Biografia de famoso detetive de Hollywood revela nova história

Exposição fotográfica sobre Marilyn Monroe em Turim (foto: ANSA)
Exposição fotográfica sobre Marilyn Monroe em Turim (foto: ANSA)

(ANSA) - Em 1955, sete anos antes de ser encontrada morta na cama de sua casa em Brentwood, a atriz Marilyn Monroe quase morreu vítima de uma overdose de heroína, mas foi salva por um detetive particular.

A história é contada em uma biografia recém-lançada sobre Fred Otash, um ex-policial de Los Angeles que se tornou investigador privado, famoso na época por resolver casos envolvendo estrelas de Hollywood.

O livro, segundo o portal Daily Mail, se chamará "The Fixer' - Moguls, Mobsters, Movie Stars, and Marilyn", de Josh Young e Manfred Westphal.

Um trecho do livro, publicado exclusivamente pelo tabloide dominical, conta o episódio em que Otash decidiu seguir os rastros da renomada atriz, que não era vista há dias e havia se tornado alvo de preocupação para os estúdios.

Após uma série de investigações, descobriu-se que ela estava em um motel decadente em Santa Bárbara, na Califórnia.

Ao chegar lá, Otash pensou em invadir, mas se viu diante de um dilema: Marilyn era uma mulher adulta, responsável por suas próprias ações, e, se quisesse se esconder em um motel com algum homem, tinha toda a liberdade para isso.

Além disso, um detetive não poderia ter o direito legal de entrar em seu quarto e levá-la de volta ao estúdio contra sua vontade.

Mesmo assim, contudo, ele decidiu correr o risco, sabendo que os estúdios de cinema tinham grande poder sobre suas atrizes, e com a certeza de que ela não iria denunciá-lo e correr o risco de arruinar a própria reputação com um escândalo.

Ele bateu na porta fingindo ser um entregador e um homem abriu a porta, apenas de cueca, enquanto Marilyn estava nua e imóvel na cama, em posição fetal, rodeada de agulhas, seringas e outros acessórios para drogas.

O investigador verificou o pulso da atriz, viu que ela estava viva, cobriu seu corpo com um lençol, limpou o quarto e colocou o homem em um ônibus com passagem só de ida para San Francisco, com ordens de não contar nada.

Com discrição, a atriz foi socorrida de ambulância e internada em uma clínica privativa em Hollywood, de onde saiu poucos dias depois.

(ANSA).