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Radicais bolsonaristas invadem sedes dos 3 poderes

Extremistas entraram no Congresso, no STF e no Planalto

SÃO PAULO, 08 janeiro 2023, 22:37

Redação ANSA

ANSACheck

Bolsonaristas invadem teto do Congresso Nacional © ANSA/Reprodução

(ANSA) - Manifestantes bolsonaristas furaram os bloqueios da polícia do Distrito Federal e da Força Nacional e invadiram as sedes dos três poderes da República, em Brasília, neste domingo (8).

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tomando espaços internos e promovendo quebra-quebra dentro do Congresso Nacional, sede do Legislativo; do Supremo Tribunal Federal (STF), sede do Judiciário; e até do Palácio do Planalto, sede da Presidência da República.

Os radicais pedem um golpe militar para remover o presidente democraticamente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não se encontrava em Brasília porque havia viajado a Araraquara, no interior de São Paulo, para verificar estragos feitos pelas fortes chuvas na região.

Do lado de fora, bolsonaristas subiram até na rampa do Congresso Nacional, que está em recesso, e ocuparam o teto do edifício, diante de uma postura passiva das forças de segurança, em número muito menor que o de manifestantes. Alguns vídeos mostraram inclusive policiais do DF tirando fotos dos bolsonaristas com seus celulares.

Em seu perfil no Twitter, o líder do governo Lula no Congresso , Randolfe Rodrigues (Rede), afirmou que o prédio "está sendo atacado por terroristas". "Os criminosos antidemocratas não podem andar livremente, não há o que tolerar com os intolerantes. Esperamos a dura aplicação da lei a todos os envolvidos nessas ações", disse.

Nos canais de notícias brasileiros, o episódio é comparado à insurreição de apoiadores de Donald Trump no Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

A invasão ocorre apesar de o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), ter autorizado o uso da Força Nacional para conter atos antidemocráticos de bolsonaristas, que não aceitam a derrota do ex-presidente nas eleições do ano passado.

"Essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer. O Governo do Distrito Federal afirma que haverá reforços. E as forças de que dispomos estão agindo. Estou na sede do Ministério da Justiça", disse Dino.

Bolsonaro até hoje não parabenizou Lula pela vitória e viajou para os Estados Unidos antes da posse do petista, evitando desmobilizar seus apoiadores.

Reações

Os presidentes do Chile, Gabriel Boric, e da Colômbia, Gustavo Petro, condenaram mais um ataque de bolsonaristas contra as instituições democráticas brasileiras.

"O governo do Brasil conta com todo o nosso respaldo diante desse covarde e vil ataque à democracia", declarou Boric no Twitter.

Já Petro prestou solidariedade a Lula e afirmou que o "fascismo decidiu dar um golpe". "As direitas não conseguiram manter o pacto de não violência. É hora de uma reunião urgente da OEA [Organização dos Estados Americanos] se ela quiser seguir viva como instituição e aplicar a carta democrática", acrescentou o líder colombiano, também no Twitter.

Por sua vez, o embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, disse que acompanha com "grande preocupação os atos antidemocráticos e as ações violentas na Praça dos Três Poderes, em Brasília". "Todo o nosso apoio às instituições brasileiras", escreveu o diplomata nas redes sociais.

A Embaixada dos Estados Unidos em Brasília pediu para cidadãos americanos evitarem a área da Praça dos Três Poderes. "A imprensa e a polícia relatam que um protesto antidemocrático se tornou violento e está ocupando áreas centrais de Brasília, incluindo o Congresso Nacional e áreas nos arredores da Praça dos Três Poderes", disse a sede diplomática no Twitter.

"As forças policiais brasileiras estão respondendo. Alertamos os cidadãos dos EUA para que evitem a área até novo aviso", salientou a embaixada.

Quem também se pronunciou foi o deputado italiano Nicola Zingaretti, ex-governador da importante região do Lazio. "A direita brasileira perdeu as eleições e agora assalta o Parlamento. Estou ao lado da democracia, do presidente Lula, da liberdade", escreveu o parlamentar de centro-esquerda no Twitter.

Zingaretti pertence ao Partido Democrático (PD), legenda historicamente próxima ao PT. (ANSA)

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