Homem mata 7 pessoas em igreja na Alemanha

Assassino, que teria 35 anos, também morreu no ataque

O assassino também morreu durante ataque, provavelmente, se suicidando (foto: ANSA)
O assassino também morreu durante ataque, provavelmente, se suicidando (foto: ANSA)

(ANSA) - A polícia alemã informou que oito pessoas morreram, incluindo o atirador, no ataque realizado contra uma igreja das Testemunhas de Jeová em Hamburgo no fim da noite desta quinta-feira (9). O número de feridos ainda é incerto.

"Recebi com grande horror a notícia do grave ato de violência ocorrido em Hamburgo. O meu pensamento está com as vítimas e as suas famílias. A eles vão as minhas mais profundas condolências", afirmou o presidente do país, Frank-Walter Steinmeier, ainda desejando uma "rápida" cura aos feridos e agradecendo o trabalho das equipes sanitárias.

Segundo o tabloide Bild, o autor do crime é um homem de 35 anos chamado Philipp F.. Já o Spiegel informa que ele inclusive seria membro ou ex-membro da própria igreja Testemunhas de Jeová, sendo de uma família extremamente religiosa e ele teria sido criado em Kempten, na região da Suábia. O assassino ainda não era conhecido das autoridades e não teria nenhuma passagem pela polícia.

Os dois jornais ainda confirmaram que o homem se apresentava como "consultor", mas com aspectos bastante "duvidosos" sobre sua área de atuação, que iria do controle de empresas a assuntos teológicos. A própria cobrança que ele fazia era bizarra: "250 mil euros por dia, mais 19% de taxas" porque ele prometia rendimentos de "ao menos 2,5 milhões de euros" para quem o contratasse.

Itália

Após o ataque, a primeira-ministra da Itália, Georgia Meloni, lamentou a ação criminosa.

"Soube com grande tristeza da tragédia ocorrida ontem à noite em Hamburgo. Nessa trágica circunstância, exprimo profundas condolências e proximidade aos familiares das vítimas e ao povo alemão", disse Meloni em suas redes sociais.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, também informou que estava "seguindo com apreensão" o caso na cidade alemã e que manifestava "suas condolências às famílias das vítimas e proximidade a todos os que ficaram feridos nesse ataque vergonhoso". (ANSA).