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Jovem que sobreviveu a massacre exorcista na Itália é presa

Adolescente de 17 anos também teria participado de 'purificação'

PALERMO, 16 fevereiro 2024, 10:58

Redação ANSA

ANSACheck

Polícia isola local de triplo homicídio em Altavilla Milicia, sul da Itália - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

(ANSA) - O assassinato de uma família na Sicília, sul da Itália, em meio a rituais de exorcismo ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (16), com a notícia de que a única sobrevivente do massacre, uma adolescente de 17 anos, foi presa por suspeita de envolvimento no caso.

A jovem é filha mais velha do pedreiro Giovanni Barreca, 54, autor confesso do crime, e foi detida no último dia 14 de fevereiro, mas a prisão foi revelada apenas nesta sexta, após ter sido confirmada por um juiz de inquérito preliminar.

No último domingo (11), Barreca confessou ter matado a esposa de 41 anos e dois filhos de 16 e cinco na pequena cidade de Altavilla Milicia, de apenas 8,7 mil habitantes. Na ocasião, a adolescente de 17 anos foi encontrada em estado de choque em um dos quartos da casa da família.

O pedreiro está preso, assim como o casal Sabrina Fina, 42, e Massimo Carandente, 50, suspeitos de encorajar Barreca a matar sua família para "libertar a casa de demônios".

Os três suspeitos - todos cristãos - se conheceram nas redes sociais, e não em uma igreja, como a polícia suspeitou inicialmente, e a amizade teria alimentado a obsessão do pedreiro com o exorcismo.

Os corpos dos meninos apresentavam sinais de estrangulamento, e um deles estava amarrado a uma corrente. Já os restos mortais da mãe foram achados carbonizados e sepultados perto da residência. A polícia também encontrou corpos de animais possivelmente torturados e mortos em ritos de exorcismo.

"A filha primogênita participou de torturas em rituais de purificação", disse o procurador que lidera o inquérito, Ambrogio Cartosio, em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

"O pai é um sujeito que há anos vive um delírio místico dominado pelo fanatismo religioso", acrescentou. Segundo Cartosio, o "ritual coletivo" havia começado um mês antes do triplo homicídio e envolvia "toda a família Barreca", além de Carandente e Fina.

Já as torturas físicas teriam iniciado na última semana de vida das vítimas, quando os filhos do pedreiro deixaram de ir à escola. "A mãe foi morta primeiro, talvez por se opor a torturas contra os próprios filhos", explicou o procurador.

Barreca, Carandente e Fina responderão por homicídio múltiplo e ocultação de cadáver, enquanto o caso contra a filha mais velha do pedreiro foi encaminhado à Procuradoria dos Menores. (ANSA)

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