Premiê da Islândia falta ao trabalho em apoio à greve feminina

Esse foi o 1º protesto de 24h de mulheres em 48 anos no país

Paralisação marcou a primeira greve feminina de 24 horas de duração em solo islandês em quase 50 anos (foto: ANSA)
Paralisação marcou a primeira greve feminina de 24 horas de duração em solo islandês em quase 50 anos (foto: ANSA)

(ANSA) - A primeira-ministra da Islândia, Katrín Jakobsdóttir, e outras ministras de seu governo participaram nesta terça-feira (24) de uma greve contra a desigualdade salarial entre homens e mulheres e a violência de gênero.

A chefe de governo islandesa permaneceu em casa para demonstrar seu apoio ao movimento, ação repetida por milhares de mulheres e pessoas não binárias em toda a nação.

"Não vou trabalhar hoje, e espero que todas as mulheres [no gabinete] também faça", disse a premiê.

Jakobsdóttir comentou ser "inaceitável" que a igualdade de gênero ainda não foi alcançada na Islândia, apesar de ser a principal prioridade de seu governo. Ela ainda recordou que a disparidade salarial aumentou em todo o país.

Essa paralisação marcou a primeira greve feminina de 24 horas de duração em solo islandês em quase 50 anos. Na última, ocorrida em 1975, pelo menos 90% das mulheres do país se recusaram a trabalhar.

A Islândia é considerada uma grande líder global igualdade de gênero, mas estudos locais apontam que as mulheres recebem 21% menos que os homens, e mais de 40% já sofreram alguma discriminação. (ANSA).